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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A raposa e as uvas verdes do petróleo

 
No final de semana, multiplicaram-se as matérias sobre as razões de as empresas americanas e inglesas terem fugido do leilão de Libra.  Nem uma palavra para falar das verdadeiras razões

Por Fernando Britto, do Tijolaço.

A incapacidade de raciocinar a profundidades maiores que cinco centímetros parece ter se tornado uma praga no jornalismo nacional. No final de semana, multiplicaram-se as matérias sobre as razões de as empresas americanas e inglesas terem fugido do leilão de Libra: modelo de partilha é desconhecido, há muita interferência estatal, a presença da Petrobras como operadora incomoda e por aí vai.

Ah, e ainda tem a brilhante conclusão do Estadão que, através de uma pesquisa nos sites das petroleiras chegou à conclusão de que elas não se interessam pelo pré-sal brasileiro – imagina se iam publicar ali os lugares onde tem olho grande. Publicam onde estão, porque todo mundo sabe que estão, mas não onde querem estar, óbvio.

E como pode ser desconhecido o modelo de partilha se ele é praticado por mais da metade dos maiores produtores mundiais de petróleo? Muito menos é problema a operação do campo pela Petrobras, porque todas elas já compraram interesses em campos operados pela brasileira. O chororô que “vazam” para os jornalistas é o gemido triste da raposa dizendo que “bem, aquelas uvas não prestavam mesmo, estavam verdes”.

Nem uma palavra para falar das verdadeiras razões. Que são duas, e se interligam. A primeira e óbvia foi a situação canhestra em que ficou o governo americano – do qual as empresas americanas e inglesas, todos sabem são irmãs siamesas – com a revelação da espionagem sobre a Petrobras. Qualquer investida mais ousada para deter o controle do campo seria vista como resultado de informação privilegiada. E, cá pra nós, seria mesmo.

Segundo, impossibilitadas politicamente de forçar a Petrobras a um acordo, sabem que teriam de subir seus lances, porque a brasileira está articulando uma composição com os chineses. E lances altos, num leilão de partilha, quer dizer uma parte maior para o governo brasileiro. No leilão de Libra o esquema de participação fica como exposto no quadro ao lado, com pequenas variações em função do volume produzido e do preço internacional do petróleo.

Lembre que como estamos falando em um volume recuperável de óleo em torno de 10 bilhões de barris, a 100 dólares cada um, cada um por centro equivale da 10 bilhões de dólares, ao longo de 35 anos.
 


E estas percentagens estão longe de serem as mais altas exigidas no mundo: em alguns países, como a Indonésia, elas chegam a passar de 90%, pela exigência de venda a preços mais baixos para o mercado interno. Nem por isso as grandes fogem de lá.

Nossa imprensa, porém, não mostra isso a seus leitores.

Está mais  preocupada com as pobrezinhas das multinacionais do petróleo, tão generosamente dispostas a nos ajudar a tirar o óleo de lá das profundezas, está perdendo com estas “regras absurdas”  que fazem a receita ficar com o país. Alguns agem por servilismo, mesmo. Mas a maioria é por incapacidade de pensar mesmo, que os faz repetir como papagaios os que as vedetes da imprensa dizem.
 
Por sorte, há exceções e vale a pena registrar uma, de Jânio de Freitas, na Folha de ontem: “Vista pela ótica da história das relações internacionais, as americanas Exxon (ainda Esso, para nós) e Chevron e as britânicas BP e BG fizeram uma gentileza ao Brasil, com sua desistência de participar dos leilões do pré-sal. Preferem investir para a desnacionalização do petróleo mexicano.
 
As três primeiras são o que se pode definir como empresas geradoras de problemas, onde quer que estejam. A Exxon ou Esso ou Standard Oil tem um histórico de presença no centro de conflitos armados, inclusive entre países, sem equivalente. E seus interesses sempre se tornaram interesses do governo americano, para todo e qualquer efeito. Passem bem todas quatro, o que não acontecerá ao México.”
 

quinta-feira, 8 de março de 2012

O coelho, a cobra e… Zé Serra

Por Renato Rovai, na revista Fórum:

Um amigo me enviou uma fábula sensacional…

Numa manhã, um coelho cego estava descendo para a sua toca quando dá um encontrão numa grande cobra que ali estava.

– Desculpe-me – disse o coelho –, não tinha a intenção de trombar com você, é que eu sou cego!

– Não há problema – responde a cobra –, a culpa foi minha, não percebi você chegar. É que eu também sou cega! Mas, por outro lado, que tipo de animal é você?

– Bem, na verdade não sei, sou cego, nunca me vi. Talvez você me consiga examinar e descobrir que tipo de bicho sou eu.

Então, com a ponta da língua e as narinas, a cobra examinou o coelho:

– Bem, você é macio, tem longas e sedosas orelhas, uma cauda que parece um pompom e um pequeno nariz. Você deve ser um coelho!

O coelho ficou tão contente que dançou de alegria.

Então a cobra disse que também não sabia que tipo de animal ela era e o coelho concordou em tentar descobrir.

Após ter examinado a cobra, com as patas e o nariz, o coelho respondeu:

– Você é duro… frio… escorregadio… viscoso… não tem cabelos… dá a impressão de andar sorrateiramente… parece traiçoeiro… inspira medo… você deve ser o Zé Serra!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO ESPIONOU CLANDESTINAMENTE O PT

 
Do @PIG_News_: A investigação da Polícia paulista contra o PT

PT foi investigado até 99, mostram documentos da Polícia Civil. Departamento de Comunicação Social da polícia manteve dossiê sobre PT até 1999, quando órgão foi extinto

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 02/08/2011 07:00, via @PIG_News_ no twitter

A Polícia Civil de São Paulo espionou clandestinamente o PT durante todo o primeiro mandato do tucano Mário Covas no governo do Estado. Segundo documentos secretos disponibilizados pelo Arquivo Público do Estado e obtidos pelo iG, o Departamento de Comunicação Social da polícia manteve um dossiê sobre o PT até 1999, quando foi extinto por ordem de Covas.

A maior parte dos documentos arquivados no dossiê 079 (PT) são recortes de jornais ou transcrições de reportagens do rádio ou TV, preferencialmente sobre disputas internas, crises, proximidade com movimentos populares radicais e denúncias de corrupção envolvendo petistas. O ex-ministro da casa Civil, Antonio Palocci, é objeto de um dossiê específico com número 305. Na época Palocci, então prefeito de Ribeirão Preto, era visto como uma liderança ascendente no partido.

O DCS produziu dossiês sobre praticamente todos os partidos políticos a partir de 1983. Mas referências ao PSDB, PFL (hoje DEM) e PPS acabam em 1995, quando Covas tomou posse, enquanto a pasta do PT continuou sendo alimentada até a extinção do departamento, em 1999.

Além dos recortes, o dossiê 079 mostra que a polícia tucana produzia informação própria e chegou a infiltrar agentes em eventos ligados ao PT. De acordo com os documentos, a espionagem era acompanhada pela Secretaria de Segurança Pública.

O relatório 049/98, endereçado ao então secretário-adjunto de Segurança, Luiz Antonio Alves de Souza, relata uma assembléia do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindisaúde) realizada na sede do Sindicato dos Químicos, no bairro da Liberdade, no dia 16 de setembro de 1998, menos de um mês antes do primeiro turno das eleições daquele ano, quando Covas e o então presidente Fernando Henrique Cardoso tentavam a reeleição.

Na época, Covas aparecia em terceiro lugar nas pesquisas de opinião, atrás de Francisco Rossi e Paulo Maluf e pouco à frente da petista Marta Suplicy. Havia risco de o governador ficar fora do segundo turno e os sindicatos de servidores estaduais ligados à CUT e ao PT preparavam para o dia seguinte uma grande manifestação contra o governo tucano em frente ao Palácio dos Bandeirantes.

Um agente infiltrado que assina como “Gama 42” acompanhou a assembléia e fez um relatório de três páginas com destaque para a mobilização rumo o ato no Palácio dos Bandeirantes e à movimentação eleitoral dos sindicalistas.

“Sônia Takeda (dirigente do Sindisaúde) apresentou resultado de uma prévia que foi feita no local onde, de 149 votos, 133 foram dados ao Lula, um ao Enéas (Carneiro, candidato a presidente pelo Prona) e alguns brancos e nulos: repetindo-se o mesmo para o Senado, onde Suplicy teve 141 votos, um para João Leite e outro para Oscar e, para Marta Suplicy, foram dados 143 votos e um para o Rossi”, diz o documento.

No final, Covas foi para o segundo turno contra Maluf com apenas cinco mil votos a mais do que Marta, acabou reeleito mas morreu em 2001, deixando o governo nas mãos do vice, Geraldo Alckmin (PSDB), atual governador do Estado.

Embora seja citado nominalmente como destinatário do relatório, o ex-secretário adjunto de Segurança Luiz Antonio Alves de Souza negou ter tomado conhecimento da ação policial na assembléia do Sindisaúde. “Mandamos monitorar uma greve de motoristas de ônibus em 1998 porque existia risco de depredação das garagens e piquetes para impedir que os ônibus fossem para as ruas. Não autorizei nem soube de nada no Sindisaúde”, disse ele.

 

O ex-secretário adjunto atribuiu a responsabilidade pela arapongagem a delegados e policiais que agiam à revelia da secretaria, com objetivo de desestabilizar o governo e beneficiar Maluf. “Infelizmente a polícia tinha muita gente remanescente da época do Erasmo Dias (secretário de Segurança no governo Maluf). Era véspera de eleição. Eles faziam essas coisas para prejudicar o Covas. Existia o risco de ele ficar fora do segundo turno. Esse pessoal preferia o Maluf”, afirmou Souza.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Escândalo de Campinas: empresário é filiado ao PSDB


O PSDB com os  laranjas PPS e DEM, sempre tão rápido no pedido de CPI, dessa vez está em silêncio!

Um dos sete empresários detidos por supostas fraudes em licitações públicas em Campinas, Luiz Arnaldo Pereira Mayer, é filiado ao PSDB da capital. Ele é dono da Saenge Engenharia, empreiteira do setor de saneamento investigada no escândalo campineiro e que firmou R$ 467,7 milhões em contratos, diretos ou por meio de consórcios, com a Sabesp no governo dos tucanos José Serra e Alberto Goldman (2007-2010).

Mayer foi preso temporariamente em 20 de maio em operação conjunta da polícia e do Ministério Público (MP), acusado de integrar um esquema que fraudava licitações da Sanasa, companhia de saneamento de Campinas, na gestão do prefeito Dr. Hélio (PDT). Ele permaneceu detido por cinco dias. Sócio majoritário da Saenge, com cota de R$ 17,5 milhões, ele foi flagrado em escutas telefônicas nas quais mostra-se preocupado com os rumos de seus negócios na Sabesp....Continue lendo clicando no mais informações


Em uma das conversas, seu interlocutor (não identificado) afirma que o atual secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, o ex-presidente do diretório municipal do PSDB José Henrique Reis Lobo e o deputado federal tucano Ricardo Trípoli estariam “intercedendo” em negócios de outro empresário envolvido no escândalo de Campinas.

Contatos políticos
No relatório fruto das investigações, os promotores apontam que o “conteúdo dos diálogos deixa muito evidente que as questões referentes às suas (de Mayer) contratações públicas estão intimamente ligadas a contatos e relacionamentos políticos” e que “os indicativos de fraudes e corrupção são claros, sendo necessário destacar que não é a primeira vez, no presente relatório, onde há menção de irregularidades em contratos públicos da Sabesp”.

Mas uma relação de filiados do PSDB paulistano recadastrados em 2009, disponível no site do partido, mostra que o próprio Mayer é um filiado tucano. Segundo um correligionário da capital, o empreiteiro integra o quadro partidário da legenda desde a fundação, em 1988, e foi um dos fundadores do diretório zonal no bairro do Butantã, zona oeste da cidade.

Cinco anos antes, em 1983, Mayer criou a Saenge Engenharia que, de 1995 até hoje, já fechou R$ 998,6 milhões em contratos com a Sabesp, diretamente ou por meio de consórcios com outras empresas. Uma delas é a Gerentec Engenharia, que tem como sócio o engenheiro Umberto Semeghini. Primo do secretário estadual de Gestão, Júlio Semeghini, ele foi diretor da Sabesp de 2007 e janeiro deste ano, conforme revelou o JT na semana passada. Em 1999, Gerentec e Saenge fecharam contrato de R$ 9 milhões com a Sabesp.

Investigados
Luiz Arnaldo Pereira Mayer não é o único empreiteiro envolvido nas supostas fraudes em Campinas que tem contratos com a Sabesp. No último dia 11, oJornal da Tarde  revelou o teor de escutas do MP que mostram o empresário Gregório Cerveira preocupado com o fato de o escândalo campineiro poder “contaminar” seu negócios com a Sabesp.

Cerveira tem participação na Hydrax, na Camp Saneamento e em três consórcios que, juntos, possuem cerca de R$ 58 milhões em negócios com a estatal paulista. Para os promotores, essa preocupação também pode ser uma “indício de ilicitudes” em contratos com a Sabesp.
 
Saiba mais aqui.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

MAIS COISAS QUE A gLOBO NÃO DIVULGA

Tenha medo!

publicada terça-feira, 19/07/2011 às 11:50 e atualizada terça-feira, 19/07/2011 às 11:03

Estado de Exceção em MG: comprovando a ditadura tucana!
 

Para muitos, falar em “Estado de Exceção” em Minas Gerais, constitui um exagero. Não porque os tucanos não o queiram, mas porque vivemos numa Federação e, mesmo que tenham tais pretensões, não poderiam atropelar a ordem constitucional, no plano nacional.
Mas, além da coerção econômica sobre veículos de imprensa comerciais, comprando a adesão (como denuncia o deputado Sávio Souza Cruz), e além dos mecanismos de cooptação de agentes de poderes e órgãos de fiscalização, vamos apresentar alguns indicadores que deixarão boaquiabertos os que acham exagerada a crítica ao “Estado de Exceção”.
Trata-se de uma comparação simples entre a realização de Comissões Parlamentares de Inquérito e Comissões de Sindicância (predecessoras das CPIs) na ALMG, desde os tempos do Regime Militar e nos oito anos de governo Aécio/Anastasia.
De 1965 até 1984 aqui foram realizadas 30 CPIs. Sobre os mais variados temas da administração pública direta, indireta, dos setores mais dinâmicos da economia (mineração), meio-ambiente, habitação, sistema prisional etc.
Do ano do famigerado AI5, 1968, até 1984 foram 26 CPIs. Ou seja, mais de uma por ano. Enquanto que nos dois governos de Aécio/Anastasia foram apenas duas durante os oito anos: ou  seja 0,25 CPI por ano!
Mesmo no governo do tucano Eduardo Azeredo (1995-1998) foram 10. No de Itamar Franco (1999-2002) foram 17.
Isso sem contar milhares de requerimentos solicitando informações aos poderes constituídos, coisa que no atual governo Anastasia é sumariamente vetado ao Bloco Minas Sem Censura.
Afirmamos claramente: em toda a história republicana da Assembleia Legislativa, os oito anos de governo Aécio/Anastasia foram os que menos investigaram e apuraram denúncias, indícios, suspeitas e irregularidades que dizem respeito aos interesses do povo mineiro.

Saiba mais coisas aqui: Ninhotucano

quinta-feira, 21 de julho de 2011

MÍDIA GOLPISTA CONVOCA PROTESTOS DE RUA



Por Altamiro Borges

Testando o clima político, a mídia demotucana tem atiçado os seus leitores, telespectadores e ouvintes para sentir se há condições para a convocação de protestos de rua contra o governo Dilma. O mote dos filhotes de Murdoch seria o do combate à corrupção, o da “ética”. A experiência a copiar seria a da “revolução dos indignados” na Espanha.

Na prática, o objetivo seria o de reeditar as “Marchas com Deus”, que prepararam o clima para o golpe de 1964, ou o finado movimento Cansei, de meados de 2007, que reuniu a direita paulistana, os barões da mídia e alguns artistas globais no coro do “Fora Lula”. Até agora, o teste não rendeu os frutos desejados. Mas a mídia golpista insiste!

Visão conspirativa?

A idéia acima exposta pode até parecer conspirativa, amalucada. Mas é bom ficar esperto. Nos últimos dias, vários “calunistas” da imprensa têm conclamado a sociedade, em especial a manipulável “classe média”, a se rebelar contra os rumos do país. Parece algo articulado – “una solo voz”, como se diz na Venezuela sobre a ação golpista da mídia.

O primeiro a insuflar a revolta foi Juan Arias, correspondente do jornal espanhol El País, num artigo de 11 de julho. O repórter, que adora falar besteiras sobre o Brasil, criticou a passividade dos nativos, chegando a insinuar que impera no país a cultura de que “todos são ladrões”. Clamando pela realização de protestos de rua, ele provocou: “Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam”.

O Globo e Folha

Logo na sequência, dia 17, O Globo publicou reportagem com o mesmo tom incendiário. O jornal quis saber por que o povo não sai às ruas contra a corrupção no governo Dilma. Curiosamente, o que prova as péssimas intenções da famiglia Marinho, o diário só não publicou as respostas do MST, que desmascaram as tramas das elites (leia aqui).

Já nesta semana, a jornal FSP (Folha Serra Presidente) entrou em campo para reforçar o coro dos “indignados”. No artigo “Por que não reagimos”, de terça-feira (19), o colunista Fernando de Barros e Silva, que nunca escondeu a sua aversão às forças de esquerda, relembrou a falsa retórica udenista do falecido Cansei:

O resmungo dos “calunistas”

“Por que os brasileiros não reagem à corrupção? Por que a indignação resulta apenas numa carta enviada à redação ou numa coluna de jornal. Por que ela não se transforma em revolta, não mobiliza as pessoas, não toma as ruas? Por que tudo, no Brasil, termina em Carnaval ou em resmungo?”.

Hoje, 21, foi a vez de Eliane Cantanhêde, a da “massa cheirosa do PSDB”. Após exigir que Dilma seja mais dura contra a corrupção, ela cobra uma reação da sociedade. “A corrupção virou uma epidemia... E os brasileiros que estudam, trabalham, pagam impostos e já pintaram a cara contra Collor, não estão nem aí? Há um silêncio ensurdecedor”.

Seletividade da mídia

Como se observa, o discurso é o mesmo. Ele conclama o povo a ir às ruas contra a corrupção... no governo Dilma. De quebra, ainda tenta cravar uma cunha entre a atual presidenta e o seu antecessor. A corrupção seria uma “herança maldita” de Lula. A intenção não é a de apurar as denúncias e punir os culpados, mas sim a de sangrar o atual governo.

Na sua seletividade, a mídia demotucana nunca convocou protestos contra o roubo da privataria tucana ou contra a reeleição milionária de FHC. Ela também nunca se indignou e exigiu que sejam desarquivadas as quase 100 CPIs contra as maracutaias do governo do PSDB de São Paulo. Para a mídia golpista, o discurso da ética é funcional. Só serve para os inimigos!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

COISAS DE TRAÍRAS TUCANOS

Wikileaks: Serra pediu ajuda dos EUA contra o PCC quando era governador

Assim que assumiu o poder como governador de São Paulo, em janeiro de 2007, José Serra (PSDB) foi procurar o embaixador dos Estados Unidos no Brasil Clifford M. Sobel para pedir orientações sobre como lidar com ataques terroristas nas redes de metrô e trens, atribuídos por membros do governo paulista ao PCC (Primeiro Comando da Capital). O encontro foi o primeiro de uma série em que, como governador buscou parcerias na área de segurança pública, negociando diretamente com o Consulado Geral dos EUA sem comunicar ao governo federal. As informações são da AgênciaPública.


As informações constam em documentos da diplomacia norte-americana vazados pelo Wikileaks. Os despachos, classificados como "sensíveis" pelo consulado, também revelam a preocupação do então governador com o poder do PCC nas prisões. Após tomar posse como governador, a primeira reunião de Serra com representantes norte-americanos, realizada em 10 de janeiro de 2007, é descrita em detalhes em um relatório no dia 17
 
Leia mais aqui.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

TEM MACACO ESCONDENDO O RABO?

 
 Na foto a única pessoa que sabe sobre o 
patrimônio do Aécio, pois o IRRF não sabe.

Aécio Neves é denunciado por ocultar patrimônio e sonegar imposto

Recém alçado a líder máximo da oposição ao governo Dilma Rousseff, senador tucano é acusado por deputados estaduais de Minas Gerais de esconder bens para não pagar Imposto de Renda. Segundo denúncia, salário de R$ 10 mil e patrimônio declarado de R$ 600 mil não explicam viagens ao exterior, festas com celebridades, jantares em restaurantes caros e uso de carrões. Procuradoria Geral da República examina representação para decidir se abre investigação.

BRASÍLIA – A Procuradoria Geral da República (PGR) vai anunciar em breve se abrirá inquérito para investigar o enriquecimento do chefe da Casa Civil, ministro Antonio Palocci. Os adversários do governo petista acionaram-na depois da notícia de que Palocci comprou apartamento de mais de R$ 6 milhões em São Paulo, no que seria um sinal de “ostentação”. Pois a PGR também examina se é necessário apurar melhor a vida patrimonial de um outro figurão da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), líder máximo da oposição atualmente. O tucano entrou na mira do Ministério Público pelo motivo oposto ao de Palocci, a ocultação de bens, o que revelaria sonegação fiscal.

A denúncia de que o senador esconde patrimônio e, com isso, deixa de pagar impostos foi feita ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no dia 30 de maio, pela bancada inimiga do PSDB na Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

O fundamento da representação é o “estilo de vida” do senador. Com o salário de R$ 10,5 mil mensais que recebeu por sete anos e quatro meses como governador mineiro, diz a representação, Aécio não teria condições de viajar onze vezes para o exterior com a família, andar de jatinho, dar festas com celebridades, frequentar restaurantes caros e comprar os carrões com que desfila em Minas e no Rio, cidades onde tem apartamentos.

Na declaração de renda apresentada à Justiça eleitoral no ano passado, quando disputou e ganhou um cadeira no Senado, Aécio Neves informou ter patrimônio de R$ 617 mil, que os acusadores dele consideram uma ficção.

“Há claramente um abismo entre o Aécio oficial e o Aécio do jet set internacional. Ele está ocultando patrimônio, e isso leva ao cometimento de sonegação fiscal”, afirma o deputado Luiz Sávio de Souza Cruz (PMDB), líder da oposição ao PSDB na Assembléia mineira e um dos signatários da representação.

Linhas de investigação
O documento sugere duas linhas de investigação à PGR na tentativa de provar que o senador estaria escondendo patrimônio para sonegar impostos, num desfiar de novelo que levaria – e isso a representação não diz - à descoberta de desvio de recursos públicos mineiros para a família Neves.

A primeira linha defende botar uma lupa na Radio Arco Íris, da qual o senador virou sócio em dezembro. Até então, a emissora era controlada apenas pela irmã de Aécio, Andrea Neves. Os denunciantes do senador estranham que a emissora tenha uma frota de doze veículos, sendo sete de luxo, e mantenha parte no Rio de Janeiro. Se a radio não produz conteúdo noticioso nem tem uma equipe de jornalistas, para que precisaria de doze veículos, ainda mais num estado em que não atua?

A hipótese levantada pela denúncia é de que se trata de um artifício para fugir de tributos – a despesa com a frota e a própria existência dela permitem pagar menos imposto de renda. Além, é claro, de garantir boa vida ao senador.

Mas há uma desconfiança maior por parte dos adversários de Aécio, não mencionada na representação. “Queremos saber se tem recurso público nessa rádio. Quanto foi que ela recebeu do governo desde 2003?”, diz o líder do PT na Assembléia, Rogério Correia, também autor da representação. “Há muito tempo que a Presidência da Assembléia impede que se vote essa proposta de abrir os repasses oficiais para a radio Arcio Iris.”

Sócia da rádio, Andrea Neves coordenou, durante todo o mandato do irmão, a área do governo de Minas responsável pela verba publicitária.

A outra linha de investigação aponta o dedo para uma das empresas da qual Aécio declarou ao fisco ser sócio, a IM Participações. A sede da empresa em Belo Horizente fica no mesmo endereço do falido banco que os pais do senador administraram no passado, o Bandeirantes. Do grupo Bandeirantes, fazia parte a Banjet Taxi Aéreo. Que vem a ser a proprietária de um jatinho avaliado em R$ 24 milhões que o senador usa com frequencia, e de graça, para viajar.

O problema, dizem os acusadores do senador, é que a Banjet tem como sócio gestor Oswaldo Borges da Costa Filho, cunhado de Aécio e presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais durante o governo do tucano.

A hipótese levantada na representação é de que teria havido uma “triangulação de patrimônio”. Aécio controlaria a Banjet por meio da IM Participação de Administração. “São essas empresas de participação quem administram inteiras fortunas, para acobertar patrimônio de particulares, que não tem como justificar contabilmente a aquisição de ativos”, afirma o texto.

Neste caso, a representação de novo não diz, mas é outra desconfiança dos denunciantes do senador, também teria havido desvio de recursos públicos mineiros, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico, para a família Neves.

Minas: 'estado de exceção'
Os adversários do senador tentam emplacar uma investigação federal contra Aécio – e por isso se apegam a questões fiscais – para contornar supostos silêncio e omissão de instituições mineiras, que estariam sob controle total do ex-governador.

“Aqui no estado nós vivemos num regime de exceção. A imprensa, o tribunal de contas, a Assembléia Legislativa são todos controlados pelo Aécio”, diz Rogério Correia. “Esse Aécio que aparece sorrindo em Brasília é o 'Aécio ternura'. Mas aqui em Minas tem um 'Aécio malvadeza'”, afirma Savio Cruz, usando expressões que no passado referiam-se ao falecido senador Antonio Carlos Magalhães.

Aécio Neves foi procurado, por meio da assessoria de imprensa, para comentar a denúncia, mas não havia respondido até o fechamento da reportagem. A Procuradoria informou, também por meio da assessoria, que não há prazo para o procurador Roberto Gurgel decidir se abre ou não a investigação contra o senador.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

“A doutrina neoliberal enjaulou a economia política”

A doutrina neoliberal enjaulou o livre pensamento da política econômica através do estudo criptografado de uma pretensa ciência exata. Por detrás da enganosa bandeira do liberalismo, se pretende incorporar no programa uma matematização derivada de abstrações que funcionam sob supostas simplificações da realidade. A academia está em dívida. Não apenas por não ter feito uma autocrítica, mas também porque avança no objetivo de formar economistas que não serão capazes de perceber as relações de poder. O artigo é de Mariano Kestelboim, economista e diretor da Fundação Pro Tejer.

(*) Publicado originalmente em português no IHU/Unisinos

Na contramão do processo de recuperação da soberania nacional, iniciado após a grande crise da conversibilidade, a proposta de reforma no currículo de estudos da carreira de Licenciatura em Economia da Universidade Nacional de La Plata representa uma anacrônica tentativa de aprofundar nichos ao anti-desenvolvimentismo.

Por detrás da enganosa bandeira do liberalismo, se pretende incorporar no programa rigorosa matematização derivada de abstrações que funcionam sob supostas simplificações da realidade. Desse modo, os propulsores da reforma buscam retirar da disciplina boa parte do conteúdo social, político e histórico e os principais instrumentos metodológicos para o desenvolvimento de pesquisas.

A estratégia para encobrir as mudanças consiste em agregar um sistema de disciplinas optativas. De um total de quinze matérias sob essa nova modalidade, os alunos devem escolher dez para cumprir o programa. No entanto, das quinze matérias propostas como não obrigatórias, treze são de conteúdos sociais, ficando apenas quatro dessas sob o regime obrigatório de um total de vinte e duas matérias. Além disso, o plano do novo curso pretende continuar orientando as habilidades dos alunos para o desenvolvimento de projetos de lucro privado de caráter individual, apesar dessa fórmula ter alimentado a decadência da economia nacional.

As políticas economicas neoliberais, caracterizadas pelas regras de mercado como orientadoras do funcionamento da sociedade se impuseram no país a partir do terrorismo de Estado em meados dos anos setenta. A estratégia foi ampla, renomearam a economia política como ciência econômica e passaram a influenciar a imprensa, a cultura e a administração pública. Essas áreas foram complementares para cumprir o objetivo de desintegrar a indústria, romper com a organização operária, despolitizar a sociedade, exacerbar o consumismo promover o individualismo, controlar os recursos nacionais e desprestigiar o papel do Estado.

O surpreendente do poder anti-desenvolvimentista foi tanto o ocultamento das relações de força como também a permanência de sua legitimidade, apesar de sua ineficacia em responder a favor dos interesses nacionais nas crises. O paradigma neoliberal não foi capaz de oferecer explicações consistentes e propostas de mudança que não agravassem a crescente depressão e desigualdade social.

Na última fase da crise sobreveio o Plano Félix que se constituíu no primeiro espaço acadêmico que sem abandonar a lógica capitalista, se tratou de um plano – publicado em dezembro de 2011 – de recuperação da economia, afastando-se da ortodoxia.

A consolidação do neoliberalismo se conseguiu, principalmente, através do êxtase diante dos centros do poder mundial, de uma academia dominante e vazia de nacionalismo. Ela desacreditou a todos aqueles que a enfrentaram. A sua lógica discriminatória foi se fortalecendo através de prêmios (bolsas, subsídios e estágios) que as universidades das nações mais desenvolvidas deram aos graduados com melhores notas dos países periférico.

As inconsistências do modelo de estudo neoliberal fracassaram também no resto do mundo. A crise internacional atual e os enormes custos sociais são uma clara amostra da incapacidade da teoria neoliberal em prevenir as crises e projetar políticas que as resolvam. De fato, hoje, até no mundo desenvolvido essas questões estão sendo colocadas. Por isso tudo, o plano de estudos proposto revela uma grande desatualização por aqueles que o propõe.

Lamentavelmente os conteúdos debatidos na universidade platense, agravarão a desumanização do estudo da disciplina. A doutrina neoliberal enjaulou o livre pensamento da política econômica através do estudo criptografado de uma prentesa ciência dura. A academia está em dívida. Não apenas por não ter feito uma autocrítica, mas também porque avança no objetivo de formar economistas que não serão capazes de perceber as relações de poder.

Se pensarmos bem, veremos que não desenvolverão condições de cumprir o seu principal dever profissional: realizar pesquisas sobre os problemas existentes e planejar políticas que permitam alterar as relações de força para gerar mudanças estruturais de promoção do desenvolvimento.

Tradução: Cepat

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

RAPOSÕES DO PIG NO CONGRESSO SE ARTICULAM PARA TOMAR CONTA DO GALINHEIRO NA REGULAMENTAÇÃO DA MÍDIA


O novo Marco regulatório das Telecomunicações já desperta movimentação no Congresso, mesmo antes do Ministério das Comunicações concluir sua elaboração.

As pessoas envolvidas no assunto tem a percepção clara de que parlamentares donos de rádios e TVs criarão dificuldades para mudanças na lei.

Um dos pontos previstos no projeto, que enfrentará resistências, é a proibição de parlamentares serem concessionários de rádio e TV, já previsto na Constituição, mas sem regulamentação clara.

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) aponta uma bancada do PIG de mais de 100 parlamentares, donos de canais de rádio e TV, direta ou indiretamente (através de parentes ou "laranjas").

O líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), manifesta otimismo:

"Há uma chiadeira dos proprietários dos conglomerados de comunicação, mas a matéria não pode ser mais adiada... A bancada de radiodifusão é cerca de 1/5 do Congresso, mas resta 4/5, e não quer dizer que este 1/5 seja todo contrário a mudanças, se elas forem boas para o País".

Porém há quem questione se o poder de fogo do PIG (imprensa golpista) contrário à regulamentação, se restrinja a 1/5 do Congresso. Boa parte dos parlamentares, mesmo não sendo donos, foram ou são radialistas, apresentadores, comentaristas, etc, e são fiéis adeptos dos patrões ou ex-patrões.

Outro tanto de parlamentares, sobretudo com origem no tucanato, não são donos, nem radialistas, mas são agentes dos barões da mídia, em uma relação de troca, onde uma mão lava a outra: o PIG ganha o voto no Congresso nas matérias corporativistas de seu interesse, e o parlamentar, em troca, ganha um "salvo conduto" no noticiário, poupando-o de matérias negativas, e enaltecendo-o positivamente.

Raposas já rondam o galinheiro

A bancada do PIG, já age como raposas em busca de tomar conta do galinheiro, ocupando posições na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que trata do assunto.

O deputado Arolde de Oliveira (DEMos/RJ) é dono de uma emissora de rádio, e é contra vir a ser obrigado a vender ou devolver sua concessão. Ele se declara contrário a um novo marco regulatório amplo e defende pequenos ajustes na legislação de rádio e TV, para adaptá-la às inovações tecnológicas e apenas regular questões como a propriedade cruzada dos meios de comunicações.

Mesmo sendo dono de rádio, o deputado do DEMos se considera "isento" para elaborar regras a que ele deveria estar submetido, e pretende ser reconduzido à Comissão de Ciência e Tecnologia, da qual fazia parte na legislatura anterior.

Outro que pretende integrar a Comissão de Ciência e Tecnologia, é o agora deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), aquele do mensalão tucano, e autor de um projeto para implantar um AI-5 digital na internet.

Azeredo também defende que parlamentares possam ser proprietários de emissoras, se limitando a criticar a concentração. O tucano afirma que já foi dono de uma pequena rádio, mas não é mais. (Com informações da Ag. Câmara)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

E o DEMo tá indo para o mármore do inferno.

Deputado ACM Neto vai liderar o rebotalho do DEM na Câmara Federal


 
Não vai a lugar algum. O deputado federal baiano ACM Neto (DEM) derrotou seu colega do Paraná, Eduardo Sciarra, na disputa pela liderança do partido na Câmara por 27 a 16 votos. A vitória de Neto é a mesma do grupo do presidente nacional do partido, Rodrigo Maia, a ala que apóia Aécio Neves. Perdeu a ala ligada a Serra, a turma do Jorge “vamos derrotar a raça do PT” Borhausen.


O jornalista Fernando Rodrigues, na Folha (29/01/2011), publicou interessante artigo sobre o "Partidocídio do DEM". Segundo ele, "nascido das oligarquias, sem ligação orgânica com um setor da base da sociedade, o DEM parece ter optado por um partidocídio (...)não importa quem seja o líder na Câmara. A legenda sairá mais fraca. Lula disse uma vez desejar extirpar o DEM. Sem querer, foi premonitório”.

O DEM é uma legenda em decadência. Em 1998 (ainda como PFL) elegeu 105 deputados federais. Em 2002 elegeu 83 deputados. Em 2006, elegeu 65 deputados e em 2010 apenas 43.

A Bahia rejeitou o DEM. Em 1998, eram 20 deputados federais, em 2002 eram 19, em 2006 caíram para 13 e, agora, em 2010 foram eleitos apenas 6 deputados federais. E ainda acumulou a fragorosa derrota de José Carlos Aleluia ao Senado. ACM Neto lidera na Câmara Federal um partido de perdedores.

Os civis que apoiaram a ditadura militar (e seus flhotes) vão para a lata de lixo da história. Só para finalizar, o DEM nasceu da antiga ARENA, o partido da ditadura militar. Depois virou PDS, depois PFL e, como diz Fernando Rodrigues “numa tentativa patética de melhorar a imagem, transmutou-se em Democratas”.

É essa bancada patética que ACM Neto vai liderar.
Ops, mas, Aécio e Serra não são do PSDB? É isso mesmo. O outrora poderoso DEM, herdeiro das legendas que sustentavam a ditadura militar, não tem projeto próprio, está em plena decadência e se consome em disputar qual tendência do PSDB vai apoiar. Um típico partido-satélite.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

OLHA O JEITO DEMO/TUCANO DE GOVERNAR


De 41 piscinões previstos, só um foi construído

Dos 41 piscinões previstos para diminuir as cheias nas cidades de Franco da Rocha, Francisco Morato e no bairro de Perus, na zona de São Paulo, apenas um foi construído. Os reservatórios foram planejados na revisão do Plano de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê para armazenar 4,6 milhões de m³ de água na Bacia do Médio Juqueri. O único piscinão pronto, contudo, em Francisco Morato, tem capacidade para 200 mil m³.

Leia mais aqui.
Do Estadão

domingo, 26 de dezembro de 2010

A DOR DE COTOVELO DO PIG CONTINUA


Marcos Coimbra: O Ministério Dilma

por Marcos Coimbra*, no Correio Braziliense

Por mais que a esperemos, é sempre surpreendente a má vontade de nossa “grande imprensa” para com o governo Dilma. No modo como os principais jornais de São Paulo e do Rio têm discutido o ministério, vê-se, com clareza, seu tamanho.

A explicação para isso pode ser o ainda mal digerido desapontamento com o resultado da eleição, quando, mais uma vez, o eleitor mostrou que a cobertura da mídia tradicional tem pouco impacto nas suas decisões de voto. Ou, talvez, a frustração de constatar quão elevadas são as expectativas populares em relação ao próximo governo, contrariando os prognósticos das redações.

As críticas ao ministério que foi anunciado na última semana estavam prontas, qualquer que fosse sua composição política, regional ou administrativa. Se Dilma chamasse vários colaboradores do atual governo, revelaria sua “submissão” a Lula, se fossem poucos, sua “traição”. Se houvesse muita gente de São Paulo, a “paulistização”, se não, que “dava o troco” ao estado, por ter perdido a eleição por lá. Se convidasse integrantes das diversas tendências que existem dentro do PT, que se curvava às lutas internas, se não, que alimentava os conflitos entre elas. E por aí vai.

Para qualquer lado que andasse, Dilma “decepcionaria” quem não gosta dela, não achou bom que ela vencesse e não queria a continuidade do governo Lula. Ou seja, desagradaria aqueles que não compartilham os sentimentos da grande maioria do país, que torce por ela, está satisfeita com o resultado da eleição e quer a continuidade.

Na contabilidade matematicamente perfeita da “taxa de continuísmo” do ministério, um jornal carioca foi rigoroso: exatos 43,2% dos novos integrantes do primeiro escalão ocuparam cargos no governo Lula (o que será que quer dizer 0,2% de um ministro?). E daí? Isso é pouco? Muito? O que haveria de indesejável, em si, em uma taxa de 43,2%?

Note-se que, desses 16 ministros, apenas oito tinham esse status, sendo os restantes pessoas que ascenderam do segundo para o primeiro escalão. A rigor, marcariam um continuísmo menos extremado (se é isso que se cobra da presidente). Refazendo as contas: somente 21,6% dos ministros teriam a “cara de Lula”. O que, ao contrário, quer dizer que quase 80% não a têm tão nítida.

Para uma candidata cuja proposta básica era continuar as políticas e os programas do atual governo, que surpresa (ou desilusão) poderia existir nos tais 43,2%? Se, por exemplo, ela chamasse o dobro de ministros de Lula, seria errado?

Isso sem levar em consideração que Dilma não era, apenas, a representante abstrata da tese da continuidade, mas uma profissional que passou os últimos oito anos trabalhando com um grupo de pessoas. Imagina-se que tenha desenvolvido, para com muitas, laços de colaboração e amizade. Mantê-las em seus cargos ou promovê-las tem muito a ver com isso.

No plano regional, a acusação é quanto ao excesso de ministros de São Paulo, nove entre 37, o que justificaria dizer que teremos um “paulistério”, conforme essa mesma imprensa. Se, no entanto, fizéssemos aquela aritmética, veríamos que são 24,3% os ministros paulistas, para um estado que tem 22% da população, se for esse o critério para aferir excessos e faltas de ministros por estados e regiões.

Em sendo, teríamos, talvez, um peso desproporcionalmente positivo do Rio (com seis ministros nascidos no estado) e negativo de Minas (com apenas um). Há que lembrar, no entanto, que a coligação que elegeu a presidente fez o governador, os dois senadores e a maioria da bancada federal fluminense, o oposto do que aconteceu em Minas. O PMDB saiu alquebrado e o PT ainda mais dividido no estado, com uma única liderança com perspectiva sólida de futuro, o ex-prefeito Fernando Pimentel, que estará no ministério.

Para os mineiros, um consolo, não pequeno: a presidente Dilma nasceu em Belo Horizonte. Os ministros são poucos, mas a chefe é de Minas Gerais.

* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi




















terça-feira, 14 de dezembro de 2010

EUA SENTEM FALTA DO TEMPO DOS ENTREGUISTAS


O Wikileaks vem revelando documentos que confirmam suspeitas que sempre foram rechaçadas pelos atores envolvidos.

Em relação ao Brasil, os últimos documentos comprovam que os americanos sempre estiveram insatisfeitos com a mudança na legislação do marco regulatório do petróleo, principalmente depois que foram descobertas reservas gigantescas dos campos do pré-sal e com o favoritismo dos avios franceses Dassault Rafale, em detrimento dos americanos da Boeing, e passaram a agir para conseguir seus objetivos.

Em relação ao pré-sal, para conseguir derrubar o novo marco regulatório que transfere a maior parte do lucro conseguido com venda do petróleo extraído, das petroleiras para o povo brasileiro, a Chevron se reuniu com o candidato derrotado para presidência da República pelo PSDB, José Serra, que prometeu agir caso eleito para retornar ao modelo antigo de concessão, que garantia lucro fácil às empresas estrangeiras e nada de retorno para a população.



“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.

Durante a campanha, Serra desmentiu todas as vezes que foi confrontado com essa possibilidade, afirmando que a desconfiança era fruto de calúnias do PT. Jurou que não mexeria nas regras do pré-sal na campanha e prometeu o inverso para a Chevron. Em qual Serra poderíamos acreditar? No revelado pelo Wikileaks, que bate com um passado de entreguismo dele e do seu partido, ou no Serra anti-liberal da campanha que promoveu o episódio negro da história de nossas eleições: a farsa da bolinha de papel.

No episódio da licitação dos jatos da aeronáutica, Wikileaks revelou o serviço de lobby realizado por um senador de oposição, Heráclito Fortes do DEM, em favor dos aviões americanos. Segundo autoridades americanas, Heráclito é um “defensor” da licitação da Boeing.

Heráclito já era conhecido por representar no senado a defesa do banqueiro Daniel Dantas, recentemente condenado a dez anos por tentar subornar um delegado de polícia mas teve a condenação cancelada pela parte corrompida do judiciário que o banqueiro possui grande influência. O senador usava jatinhos do banqueiro para fazer seus deslocamentos até a sua prisão.

Esses dois casos refletem bem a forma serviçal e obscura com que tucanos e democratas mantém relações com governos e empresas americanas. Quando essas questões foram levantadas por Dilma e o PT nas eleições, cheguei a ler dezenas de editoriais e colunas condenando o terrorismo eleitoral, que não era nada daquilo que o PT estava insinuando, quando na verdade as preocupações eram legítimas e com fundamentos, e agora os documentos revelados provam de forma incontestável, porque nesses casos especiais os documentos não se tratam de divagações diplomáticas como em outros revelados, mas de relato de fatos.

Estou cada vez mais convencido que a vitória das eleições desse ano foi fundamental para o povo brasileiro, talvez mais que outras anteriores pelo simples fato que dessa vez selamos o destino da maior riqueza material já descoberta desse país, ou demos um passo gigantesco para selar.

Do blog do LEN

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SERRA PROMETEU À PETROLEIRAS AMERICANAS QUE MUDARIA REGRAS DO PRÉ-SAL


Serra iria entregar pré-sal para petroleiras americanas
 
Por Augusto da Fonseca, no Festival de Besteiras da Imprensa

Agora fica mais claro o porque da baixaria da campanha Serra contra a Dilma.



Como foi várias vezes insinuado – e agora confirmado pelo WikiLeakes – o que estava em jogo era a maior riqueza comercial do Brasil: o petróleo do pré-sal.

E o Serra com aquela conversa mole de que iria estatizar a Petrobras!
O pior é que muita gente (boa?) acreditou no entreguista.
 
Triste final de carreira para um cara que foi líder estudantil, no início dos anos de chumbo.
O que dirá, com essa notícia, o Merval, a Míriam, o Sardenberg e o Augusto Nunes, entre outros?

Leiam ao texto de matéria do site Folha.com:
 
“As petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.

É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA de dezembro de 2009 obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do WikiLeaks.

“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.”

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

PF DESCOBRE VENDA DE VOTOS PRÓ-JUTAHY



 (Rafael Rodrigues)

A delegacia da Polícia Federal em Ilhéus, no sul do estado, deflagrou na manhã desta quinta-feira (9) a Operação Paga, que desvendou um esquema de compra de votos em favor do deputado federal eleito Jutahy Magalhães (PSDB) e da deputada estadual eleita Claudia Oliveira (PTdoB). O esquema, segundo informa a PF em nota, seria comandado pelo ex-prefeito de Buerarema, Orlando Filho. No dia do primeiro turno das eleições, foram realizadas buscas na residência do ex-prefeito da cidade e mais em dois locais, onde foram encontrados envelopes contendo cadastramento de eleitores e quase quarenta mil reais para pagamento pelos votos. Os candidatos beneficiados no esquema de compra de votos foram eleitos com quase a mesma quantidade de votos no município de Buerarema, em número que muito se aproxima aos eleitores cadastrados nas listas apreendidas.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ISSO A GLOBO NÃO MOSTRA




DESABAFO DE UM MEDICO DO ESTADO DE SÃO PAULO, em comentário feito ao site: http://www.conversaafiada.com.br/Sou medico, trabalho na rede publica do estado de sp, em um grande hospital. posso afiançar a voces que a desgraça e nitidamente maior. Essa excressencia desse Serra, enquanto governador, promoveu um verdadeiro desmonte nos hospitais publicos, dando a administraçao dos mesmos a terceiros, chamdas OSS, na figura daquele Barradas, que D us o tenha! Essas Oss visam exclusivamente lucros, de sociais nao tem nada, prestam serviços maqueados e de ma qualidade, alem de reduzidos. Par e passo, os funcionarios publicos concursados sao vilipendiados, desreipeitados, colocados em quaquer unidade, mesmo sendo especializados. E assim a forma dessa praga governar. Nao permitam jamais esse traste no governo federal.



Roberto
Medico da rede estadual de SP

Leia mais: São Paulo Agora

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A PESQUISA LOST DE SERRA FICHA “LIMPA”

 Esses responderam ao questionário da pesquisa do Índio da costa
 
Sob encomenda, pesquisa “bolinha de papel” termina antes de acabar

por Brizola Neto, no Tijolaço

A pesquisa encomendada pelo vice do Serra para se contrapor aos demais institutos, que apontam vantagem de Dilma, de 12 a 14 pontos nos votos válidos, vai dar empate técnico, mesmo sem estar ainda concluída, como antecipou o próprio Índio da Costa, segundo a Folha de S.Paulo.

O resultado desejado pelos demotucanos será apresentado pelo instituto GPP, ligado a Cesar Maia, que recebeu R$ 160 mil pela empreitada. O instituto diz estar ouvindo 4.047 pessoas desde sábado e as entrevistas serão encerradas hoje [segunda-feira].

Mas o vice do Serra já sabe o resultado da pesquisa “feriadão”, cujo propósito já tratei aqui no sábado. “Todas as nossas pesquisas internas dão empate técnico. As pesquisas são feitas no Brasil em geral por cota, o que dá uma distorção enorme num país continental. Com 136 milhões de eleitores, você não pode achar que o mesmo percentual de eleitores que não vai votar num determinado Estado é igual a de outro. Vamos divulgar e, pode ter certeza, vai dar empate técnico. Porque todas que nós encomendamos estão dando.”

Considerando o gabarito do Da Costa para falar de estatísticas, essa pesquisa encomendada por ele pode ser amassada e virar bolinha de papel. Seu valor é nenhum.

Do site: Rodrigo Viana

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