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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

E o DEMo tá indo para o mármore do inferno.

Deputado ACM Neto vai liderar o rebotalho do DEM na Câmara Federal


 
Não vai a lugar algum. O deputado federal baiano ACM Neto (DEM) derrotou seu colega do Paraná, Eduardo Sciarra, na disputa pela liderança do partido na Câmara por 27 a 16 votos. A vitória de Neto é a mesma do grupo do presidente nacional do partido, Rodrigo Maia, a ala que apóia Aécio Neves. Perdeu a ala ligada a Serra, a turma do Jorge “vamos derrotar a raça do PT” Borhausen.


O jornalista Fernando Rodrigues, na Folha (29/01/2011), publicou interessante artigo sobre o "Partidocídio do DEM". Segundo ele, "nascido das oligarquias, sem ligação orgânica com um setor da base da sociedade, o DEM parece ter optado por um partidocídio (...)não importa quem seja o líder na Câmara. A legenda sairá mais fraca. Lula disse uma vez desejar extirpar o DEM. Sem querer, foi premonitório”.

O DEM é uma legenda em decadência. Em 1998 (ainda como PFL) elegeu 105 deputados federais. Em 2002 elegeu 83 deputados. Em 2006, elegeu 65 deputados e em 2010 apenas 43.

A Bahia rejeitou o DEM. Em 1998, eram 20 deputados federais, em 2002 eram 19, em 2006 caíram para 13 e, agora, em 2010 foram eleitos apenas 6 deputados federais. E ainda acumulou a fragorosa derrota de José Carlos Aleluia ao Senado. ACM Neto lidera na Câmara Federal um partido de perdedores.

Os civis que apoiaram a ditadura militar (e seus flhotes) vão para a lata de lixo da história. Só para finalizar, o DEM nasceu da antiga ARENA, o partido da ditadura militar. Depois virou PDS, depois PFL e, como diz Fernando Rodrigues “numa tentativa patética de melhorar a imagem, transmutou-se em Democratas”.

É essa bancada patética que ACM Neto vai liderar.
Ops, mas, Aécio e Serra não são do PSDB? É isso mesmo. O outrora poderoso DEM, herdeiro das legendas que sustentavam a ditadura militar, não tem projeto próprio, está em plena decadência e se consome em disputar qual tendência do PSDB vai apoiar. Um típico partido-satélite.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ESTAMOS DE OLHO! José Serra, PIG (Partido da Imprensa Golpista) e os DEMos, querem dar um Golpe.

Barrar o golpismo de Serra e da mídia

 
Nesta quarta-feira, dia 1º, a coligação de José Serra (PSDB, DEM, PPS) ingressou com pedido de cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O motivo alegado é o da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao grão- tucano. Desesperado com a queda vertiginosa nas pesquisas, a direita quer implodir a eleição presidencial. Rechaçado pela sociedade, Serra tenta evitar sua derrota no tapetão, envolvendo o TSE numa trama golpista.

Nesta tramóia antidemocrática, o comando serrista conta com o respaldo da mídia tradicional. A ação encaminhada à Justiça está baseada nos factóides difundidos pela revista Veja e pelo jornal Folha de S.Paulo. Ela acusa a candidata pela “prática ilegal de quebra de sigilo fiscal” e “abuso de poder”, mas não apresenta qualquer prova concreta para sua acusação leviana. Mesmo assim, colunistas da mídia, como Merval Pereira, Carlos Nascimento e outros, amplificam as calúnias.

A quem interessa a quebra de sigilos?

A ação golpista já foi rechaçada, como veemência, por Dilma Rousseff. Ela garantiu que nem ela nem seu comando de campanha estão metidos na quebra de sigilos. Também solicitou apuração rigorosa do nebuloso episódio, com a punição dos culpados. Incisiva, Dilma condenou a postura irresponsável do comando serrista. Conforme argumentou, quem tem interesse em tumultuar a eleição, com quebra de sigilos e dossiês, é a oposição demotucana, que definha nas pesquisas.

Inúmeros fatos confirmam esta leitura. O sigilo da filha de José Serra, por exemplo, foi quebrado em setembro de 2009. A própria Receita Federal apurou o crime num inquérito administrativo, numa prova de total transparência. Os factóides da mídia agora têm, portanto, evidente interesse eleitoreiro. O deputado Brizola Neto chega a levantar a suspeita que essa operação criminosa é “armação” dos tucanos. “Sabemos que eles são capazes disso e, depois do que já vimos na campanha de Serra, não se pode ter dúvidas de que possam apelar para este tipo de ação”.

Os objetivos da nova conspiração

O golpismo da aliança Serra/Mídia tem, basicamente, dois objetivos. O primeiro é aterrorizar os eleitores, principalmente da classe média, empurrando a eleição para o segundo turno. Até agora, porém, a manobra não surtiu efeito. O tracking da IG-Band-Vox, que acompanha diariamente a reação dos eleitores aos chamados “fatos novos”, mostrou ontem que Dilma ampliou a vantagem (51% a 25%), sinalizando que o estardalhaço da mídia demotucana sobre a quebra do sigilo não pegou.

O segundo objetivo, tramado pelos setores mais fascistóides da coligação de Serra, é implodir a eleição. Já que não dá para ganhar nas urnas, tentam envolver o STF na trama golpista, cassando a candidatura de Dilma Rousseff. É improvável que o tribunal cometa esta loucura, que colocaria o país em polvorosa. Mesmo assim, é bom ficar em estado de alerta. Nada como uma intensa mobilização, nas ruas e na luta de idéias, para barrar qualquer maluquice golpista.

Ensinamentos do nefasto episódio

Para finalizar, vale refletir sobre os ensinamentos deste episódio. Em primeiro lugar, fica patente que a direita não suporta a democracia. Ela só serve quando é funcional para seus interesses – foi assim no golpe de 1964, é assim hoje. Nesse sentido, a tentativa de cassar a candidatura de Dilma Rousseff desmascara os tucanos, que ainda enganam muita gente com a sua falsa retórica sobre a democracia. Os tucanos representam a nova direita brasileira; são os neo-udenistas.

Além disso, o caso escancara o verdadeiro papel da mídia hegemônica. Ela sempre foi golpista e sempre será. No caso das emissoras de TV e rádio, elas usam um bem público, uma concessão, para atentar abertamente contra a democracia. Seus colunistas abusam da propriedade cruzada, destilando veneno em programas de rádio, televisão, em jornais, revistas e internet. Seria muito útil que a eleição de 2010 servisse para mostrar a urgência do novo marco regulatório no setor, que enfrente a concentração e estimule a diversidade e a pluralidade informativas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

VELHAS PRATICAS DE SEMPRE: “DEMOcratas”

Índio que "caiu do céu" leva inferno astral para campanha Serra


O candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra já mostrou a que veio — e conseguiu a proeza de desagradar a todos. Ao dizer que “todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior”, Índio da Costa (DEM-RJ) irritou seus aliados, constrangeu eleitores de opinião pró-Serra e pode até ser questionado na Justiça.

As infâmias foram veiculadas na sexta-feira (16) pelo portal Mobiliza PSDB, mas o vídeo foi rapidamente tirado do ar. A campanha Serra também tratou logo de fugir ao máximo da responsabilidade. Soninha Francine, coordenadora de internet do comitê central de Serra, e Sérgio Caruso, coordenador da comunicação da campanha na web, declararam que nada têm a ver com as sandices de Indio da Costa.

Destemperado, o jovem “demo” também chamou a candidata do PT, Dilma Rousseff, de ateia e "esfinge do pau oco". Tudo porque, em comício no Rio de Janeiro, Dilma ousou comparar seu próprio vice, Michel Temer (PMDB-SP), com Índio da Costa. “Meu vice não caiu do céu, não é improvisado. É competente e capaz”, sintetizou a petista.

A reação do vice de Serra — que é deputado federal — serviu para desnudar o que pensa um político até então desconhecido até mesmo em seu próprio partido. “O Índio do Serra deveria continuar mostrando como conhece a política nacional. É o vice dos nossos sonhos. Tá ajudando muito mesmo", ironizou o secretário nacional de Comunicação do PT, André Vargas (RS).

Reprovação geral

Nos bastidores, a coligação demo-tucana repudiou a verborreia de Índio da Costa. Segundo o blog do jornalista Josias de Souza, da Folha de S.Paulo, Serra “evitou desaprovar Índio em público”, mas privadamente “considerou inadequadas as declarações de seu vice. Avaliou que destoaram do discurso que pretende esgrimir na campanha”.

O desacordo ecoou entre os presidentes nacionais do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). “Não dá para cravar que o PT tenha relação com as Farc”, admitiu Rodrigo. “Não tenho elementos para dizer que há ligações do partido com as Farc”, reconheceu Guerra. No mesmo tom, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia declarou que “o PT como partido — e pela sua diversidade, especialmente pela hegemonia do sindicalismo — não tem essa ligação".

Em depoimento “em off” à Folha de S.Paulo, um dos coordenadores da campanha Serra afirmou que Índio da Costa “se excedeu e que Serra não pretende adotar esse discurso no embate com a candidata petista. Ele atribuiu o tom dos ataques à inexperiência de Indio, de 39 anos. ‘A juventude tem vantagens e desvantagens’.”

Orestes Quércia (PMDB-SP), candidato ao Senado e um dos raros peemedebistas a apoiar Serra, foi outra liderança política a questionar o discurso de Índio da Costa. Segundo Quércia, “não é o momento para fazer esse tipo de conexão”.

Até a candidata verde, Marina Silva, saiu em defesa do PT e contra a baixaria do vice de Serra. “Aprendi com os índios na Amazônia que é muito importante estar bem preparado politicamente, tecnicamente e inclusive emocionalmente para pretender o lugar de cacique. Acho que talvez o deputado Indio não esteja suficientemente preparado para ser cacique do Brasil.”

Tuitando à margem da lei
 
O palavrório antipetista não foi a única lambança de Índio da Costa. No domingo (18), o ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), multou o vice de Serra em R$ 5 mil por propaganda antecipada na internet. Em 4 de julho, quando sua indicação à chapa presidencial mal havia saído do forno, Índio já pedia voto abertamente para Serra através do Twitter, o que viola a artigo 36 da Lei das Eleições (9504/97).

“A responsabilidade é enorme. Mas conto com o seu apoio e com o seu voto”, tuitou o político “demo”, dois dias antes do início oficial da campanha. “Vou dar tudo de mim. Vamos para as ruas eleger Serra Presidente”. Ao dar tudo de si, Índio mostrou que, mesmo “caindo do céu”, foi capaz de provocar um imenso inferno astral na campanha Serra.

André Cintra

QUEM ESTA POR TRAZ DO PIG?



A calúnia golpista da SIP contra o presidente Lula

Fundada nos Estados Unidos em 1946, a SIP teve papel fundamental durante a Guerra Fria. Empenhou-se com afinco a etiquetar como “antidemocráticos” os governos latino-americanos que não se alinhavam com a Casa Branca. Constituiu-se em peça decisiva da guerra psicológica que antecedeu os levantes militares no continente entre os anos 60 e 80. Qual a autoridade dos dirigentes dessa agremiação para falar em democracia, com sua biografia banhada na lama e no sangue? O que fazem é se aproveitar dos espaços públicos sobre os quais exercem propriedade privada para conspirar, agredir e manipular. O artigo é de Breno Altman.

Breno Altman - Opera Mundi

Os jornais de hoje (17) estampam declaração do presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, Alejandro Aguirre, afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não pode ser chamado de democrático”. O ataque se estende aos demais países da região que são administrados por partidos de esquerda. Esses governos, de acordo com o dirigente da SIP, “se beneficiam de eleições livres para destruir as instituições democráticas”.

Certamente é importante, para os leitores, conhecer a história dessa entidade antes de julgar a credibilidade das declarações de seu principal dirigente. Fundada nos Estados Unidos em 1946, a SIP teve papel fundamental durante a Guerra Fria. Empenhou-se com afinco a etiquetar como “antidemocráticos” os governos latino-americanos que não se alinhavam com a Casa Branca. Constituiu-se em peça decisiva da guerra psicológica que antecedeu os levantes militares no continente entre os anos 60 e 80.

Orgulha-se de reunir 1,3 mil publicações das Américas, com 40 milhões de leitores. Entre seus membros mais destacados, por exemplo, está o diário chileno El Mercurio, comprometido até a medula com a derrubada do presidente constitucional Salvador Allende, em 1973, e a ditadura do general Augusto Pinochet

Outros jornais filiados são os argentinos La Nación e El Clarín, apoiadores de primeira hora do golpe sanguinário de 1976, liderado por Jorge Videla. Aliás, suspeita-se que a dona desse último periódico recebeu como recompensa um casal de bebês roubado de seus pais desaparecidos.

A lista é interminável. O vetusto diário da família Mesquita, Estado de S.Paulo, também foi militante estridente das fileiras anticonstitucionais, clamando e aplaudindo, em 1964, complô contra o presidente João Goulart. Mas não foi atitude solitária: outros grupos brasileiros de comunicação, quase todos também inscritos na SIP, seguiram a mesma trilha golpista.

Os feitos dessa organização, entretanto, não são registros de um passado longínquo. Ou é possível esquecer a histeria da imprensa venezuelana, em abril de 2002, no apoio ao golpe contra o presidente Hugo Chávez? Naquela oportunidade, a SIP não deixou por menos: a maioria de seus filiados foi cúmplice da subversão oligárquica em Caracas.

Uma trajetória dessas é para deixar até o mais crédulo com as barbas de molho. Qual a autoridade dos dirigentes dessa agremiação para falar em democracia, com sua biografia banhada na lama e no sangue? O que fazem é se aproveitar dos espaços públicos sobre os quais exercem propriedade privada para conspirar, agredir e manipular.

Ainda mais quando apelam à calúnia. A imensa maioria dos veículos de imprensa no Brasil dedica-se à desabusada oposição contra o presidente Lula e seu partido. Nenhuma publicação dessas foi fechada ou censurada por iniciativa de governo. Circulam livremente, apesar de muitos terem atravessado o Rubicão que separa o jornalismo da propaganda política, violando as mais comezinhas regras de equilíbrio editorial.

As palavras do presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, dessa forma, devem ser compreendidas através do código genético de Aguirre e seus pares. Hoje, como antes, atacam os governos progressistas porque desejam sua desestabilização e derrocada. Insatisfeitos com os resultados e as perspectivas eleitorais de aliados políticos, tratam de vitaminá-los com factóides de seu velho arsenal.

A história do presidente Lula, afinal, é de absoluto respeito à Constituição e à democracia. O mesmo não pode ser dito da SIP, cujas impressões digitais estão gravadas na história dos golpes e ditaduras que infelicitaram a América Latina.

(*) Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi (http://www.operamundi.com.br/)

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