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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

TAXA DE DESEMPREGO RECUA PARA 11,4% EM SETEMBRO, APONTA DIEESE



SÃO PAULO - A taxa de desemprego nas sete principais regiões metropolitanas do País diminuiu entre agosto e setembro deste ano, passando de 11,9% para 11,4% da PEA (População Economicamente Ativa).

De acordo com os dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgados nesta quarta-feira (27) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), no mês passado o contingente de desempregados foi estimado em 2,516 milhões de pessoas, 109 mil a menos do que em agosto.
 
Na comparação com setembro do ano passado, houve queda de 18,2%, já que, na época, o contingente de desempregados era de 3,076 milhões.
 
Considerando as diferentes formas de desocupação, nota-se que o nível de desemprego aberto, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação à procura de trabalho, também apresentou queda, passando de 8,6% para 8,2%, na comparação mensal. Já o desemprego oculto passou de 3,2% para 3,2%.

Desemprego por região
 
Em setembro, na análise regional mensal, a taxa de desemprego registrou queda em todas regiões pesquisadas, exceto em Belo Horizonte, onde ocorreu aumento de 1,3%, conforme é possível observar na tabela a seguir:

Total
11.9% 11,4%
 
População ocupada

A população ocupada das áreas analisadas atingiu 19,591 milhões de pessoas no mês passado, o que mostra uma variação positiva de 0,8% em relação a agosto.

Na análise setorial, o segmento de Serviços aparece ainda como o maior empregador, com 10,111 milhões de pessoas atuando no setor no mês passado, seguido pelo Comércio, com 3,041 milhões de trabalhadores, e pela Indústria, com 2,739 milhões de empregados.
 
Os segmentos Outros (serviços domésticos e outros ramos de atividade) e de Construção Civil foram os que mantiveram o menor número de pessoas ocupadas em setembro: 1,618 milhão e 1,197 milhão, respectivamente.

Por InfoMoney, InfoMoney, Atualizado: 27/10/2010 10:44

UM OLHAR DO LADO DE LÁ, VISÃO DO BRASIL NA FRANÇA


A eleição vista do lado de cá (da França)


Uma visão para além das fronteiras territoriais. Na mensagem abaixo saiba como nosso país tem sido avaliado pela imprensa francesa, a partir do relato de uma brasileira.

Mensagem

Eu me senti na obrigação de me pronunciar diante das barbaridades que tenho acompanhado nestas eleições. Sou brasileira cursando um mestrado na França, portanto tenho acompanhado, infelizmente de longe, essas eleições e vejo nas redes sociais declarações absurdas de apoio à direita reacionária brasileira.

Comecei então a fazer um paralelo com o que posso acompanhar daqui da França sobre o Brasil, governo Lula e as eleições. Aqui na França, o Brasil é ‘O’ país revolucionário que colocou Lula no poder e conseguiu mudar sua posição internacional, todas as revistas e jornais comentam com muito respeito e admiração o crescimento do Brasil, coloquei em anexo 3 imagens.

A primeira, a revista Les Inrockuptibles (trocadilho de incorruptível com rock) cuja capa da semana de 15-21 de setembro é a foto de Lula na camisa de uma mulher e a manchete “Brasil – o país onde a esquerda venceu”, no sumário a reportagem está marcada como “Viva Lula, o Mandela do Brasil, um modelo a seguir?” e a reportagem explica que ele tem mais de 80% de aprovação, fala da sucessão, sobre a época de Lula sindicalista metalúrgico, de Dilma, da redução significativa da pobreza e do boom diplomático durante o seu governo e afirmam “ele soube evitar o populismo (as vezes ditatorial), que é comum à esquerda que chega ao poder e soube fazer ainda melhor, soube ser ao mesmo tempo economicamente eficaz, diminuir a desigualdade social e ser democraticamente impecável. Ele resolveu uma equação quase impossível de ser esquerda no poder [...] Lula FEZ e qual governante tem um balanço como esse nos últimos 10 anos?

Na França, na Europa, sonhamos com isso” A segunda imagem é a capa da revista “Le Monde” que é uma revista mensal do famoso jornal. Essa é uma edição especial, fora de série, de 100 páginas só sobre o Brasil onde a capa diz “Brasil um gigante se impõe”. A revista começa com um apanhado de citações de discursos de Lula, tece comentários sobre os candidatos Serra (o oponente de sempre), Marina (a antiga pupila) e Dilma (a designada para herdar), fala também sobre “Lula a consagração de um homem do povo” onde eles afirmam que “a ascensão do presidente acompanhou a do Brasil”.

São citados também o ficha limpa como ‘projeto anti-corrupção’; o pré-Sal (o ouro preto) que é o ‘passaporte para o futuro’ dando uma ênfase às ações de Lula pra que o pré-sal, bem como a Petrobrás, permaneçam estatais; os programas sociais como o “Bolsa Família”; os Sem-Terra e alguns aspectos geográficos e culturais da nossa sociedade. A 3a imagem é a capa do “The Economist” uma das maiores e mais respeitadas revistas do mundo, que tem na capa o Cristo Redentor decolando e sua manchete é “O Brasil decola”, ele não poupa elogios ao governo Lula, afirma que o Brasil vive nesse momento uma ‘época de ouro da economia’.

Há ainda, um comparativo entre os 8 anos de governo Lula e FHC, que expõe vários dados que demonstram o crescimento inegável da economia brasileira, e termina da seguinte forma “MERCADO INTERNACIONAL: FHC- Brasil sem crédito X LULA – Brasil reconhecido como grande investimento”. Além destas revistas, muitas outras reportagens sobre nosso país e sobre a importância desta sucessão presidencial, têm sido dilvulgadas, o Brasil é o centro das atenções e existe um anseio por parte dos franceses de que Dilma (a eleita de Lula, segundo eles) não ganhe.

O jornal “Le Monde”, por exemplo, na segunda feira 04/10 fez uma reportagem sobre as eleições onde dizia que “o Brasil não quis dar um cheque em branco a Dilma” e continuava fazendo um apanhado geral das eleições e dando os créditos do 2o turno ao crescimento de Marina (‘La Verte’ que significa ‘a verde’); Serra apesar de ser o opositor de Dilma no segundo turno quase não foi citado é impressionante a sua insignificância política internacional, as pessoas se espantam ao saber que na verdade o segundo turno não é entre Dilma e ‘La Verte’. A guinada que o Brasil deu nesses 8 anos é reconhecida, admirada e quase que idolatrada fora do país, Lula é reconhecido como o mentor e executor desta mudança.

Não é possível que os franceses tenham temor de que o Brasil volte às mãos da direita reacionária e retroceda e nós brasileiros deixemos isso acontecer de mãos beijadas, temos que ir à LUTA, ir às ruas, fazer campanha, circular informações, gerar debates e nos movimentarmos pra que no dia 31 a vitória seja da ‘esquerda que venceu e fez o Brasil gigante se impor’.

Camilla Barros
 




sexta-feira, 27 de agosto de 2010

MAIS UMA DA gLOBO.

O Globo contra o IPEA: a farsa continua



Jornal da família Marinho tem dificuldades para responder ao Instituto e pede ajuda a universitários ligados ao PSDB e ao DEM. Nesta terça-feira, o jornal carioca tenta voltar à carga. Em matéria intitulada “Especialistas criticam interferência no Ipea”, a jornalista Regina Alvarez consulta um deputado do PSDB e os economistas Regis Bonelli e Paulo Rabello de Castro, ambos militantes da oposição ao Governo e ardentes defensores das privatizações dos governos de Fernando Henrique Cardoso. O IPEA não foi consultado desta vez.
 
Redação - Carta Maior

O jornal 'O Globo' segue em sua campanha contra o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Depois de ver fracassado seu intento de produzir uma matéria contendo ataques falsos à Instituição, no último domingo, o jornal, pelas mãos da repórter Regina Alvarez, busca o auxílio de universitários ligados ao PSDB e ao DEM para seguir com suas investidas.

Como se sabe, 'O Globo', dizendo querer ouvir o “outro lado” na matéria do final de semana, enviou extenso questionário em tom prepotente para a diretoria do órgão. Visando evitar que as respostas fossem manipuladas ou distorcidas, o IPEA resolveu publicar a íntegra de seus argumentos e fatos no site http://www.ipea.gov.br/ desde a noite de sexta-feira passada.

No domingo, 'O Globo' produziu uma matéria vazia, mas cheia de afirmações e conclusões sem comprovação. A matéria tinha um ponto positivo: divulgou que o Ipea teria dado respostas ao jornal em seu sitio. O número de visitas à página do IPEA, por sua vez, aumentou exponencialmente.

Volta à carga

Nesta terça, o jornal carioca tenta voltar à carga. Em matéria intitulada “Especialistas criticam interferência no Ipea”, a mesma Regina Alvarez consulta os economistas Regis Bonelli e Paulo Rabello de Castro, ambos militantes da oposição ao Governo e ardentes defensores das privatizações dos governos de Fernando Henrique Cardoso.

Logo de cara, a matéria, citando palavras de Bonelli, assegura que “Os atuais desvios de finalidade e a interferência política no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) comprometem a imagem da instituição, que se manteve como organismo de Estado em todos os governos”. Mais não diz. O curioso é que nunca o IPEA teve tanta credibilidade não apenas entre os setores empresariais e acadêmicos, mas também – e esta é a novidade – entre setores do movimento sindical e social.

O Globo vai adiante. A jornalista ouviu duas fontes universitárias e também um parlamentar, Valter Feldman, do PSDB-SP. Não deu lugar ao propalado “outro lado” . O IPEA não foi consultado dessa vez.

Segundo o texto, a opinião de Bonelli “reflete a opinião e o sentimento de outros pesquisadores, que preferem se manter no anonimato por temor a represálias”. Assim, em um “furo internacional”, ‘O Globo’ revela que há “represálias” internas no IPEA. Em qualquer redação do mundo isso seria pauta das mais quentes. Não na reportagem de 'O Globo', na qual nada de concreto aparece. A matéria revela apenas o empenho da jornalista em defender as idéias daqueles que pagam o seu salário. As mencionadas represálias e perseguições nunca foram comprovadas, apenas existem nos factóides que caracterizam o diário.

Desinformado

O economista Paulo Rabello de Castro, por sua vez, é o típico entrevistado que parece estar totalmente desinformado. Convidado a opinar, ele dispara: “O IPEA precisa retornar às pesquisas de fôlego que deixou de fazer: análises sobre emprego, distribuição de renda, competitividade da economia”. Ainda segundo o universitário, “caberia ao Instituto fazer um estudo aprofundado sobre a produtividade de segmento e ações do setor público, assim como uma análise efetiva e aprofundada da conjuntura internacional, que pode surpreender o governo”. E finaliza: “A produção atual é rala e superficial. Raramente alguma coisa impressiona”.

Rabelo de Castro deve ser muito ocupado ou provavelmente está sem acesso à internet. Se antes de responder tivesse se dado ao trabalho de consultar a página do IPEA, veria a profusão de pesquisas justamente sobre os temas que arrola.

Defensores do desmantelamento do Estado e da passagem das funções públicas de seus órgãos para a esfera privada, Bonelli, Rabello de Castro e Feldman se tornaram, da noite para o dia, ardorosos defensores do Estado.

Aparentemente, “O Globo” e suas fontes não sabem o que fazer com outras pesquisas. Não são as do IPEA, mas as eleitorais, que mostram a previsível derrocada de seu candidato em 3 de outubro. Perderam a linha. A baixaria, provavelmente, só vai aumentar. E outros universitários, conhecidos da grande mídia, serão chamados a ajudar ‘O Globo’. A tarefa inglória: o candidato José Serra vai caindo como um balão que apagou.

Tiro na água

Na página do IPEA, vale a pena o leitor conferir a pergunta que "O Globo", para apimentar a sua matéria do último domingo, fez sobre a contratação de jatinhos pela Instituição. Confiram a pergunta e a resposta.

Fogo amigo ou inimigo?

Um dos universitários consultados na matéria de hoje de ‘O Globo', que atacou a Instituição, recentemente foi contratado para produzir estudo que servirá de base para uma das mais importantes publicações que o IPEA lançará em breve.

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