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terça-feira, 6 de maio de 2014

Ontem alguém no meu trabalho me perguntou: – E aí, ainda vai votar na Dilma? by Gerson Carneiro



Ontem alguém no meu trabalho me perguntou: – E aí, ainda vai votar na Dilma?
Eu apenas respondi que sim. E a pessoa retrucou: – Sem comentários.
Oras, no meu trabalho há uma pessoa fazendo estágio. Ela tem 45 anos de idade, é mulher, é negra, é pobre. Mora em uma favela, e está cursando Direito em faculdade particular. Direito, curso que há pouco tempo apenas ricos cursavam.
Qual governo proporcionou isso?
Essa estagiária é a minha razão de continuar votando na Dilma, no Lula, no PT. E sentir orgulho.
Detalhe: essa estagiária, quando há concursos, ela pega a caixa de isopor e vai para a porta das faculdades vender água, refrigerante, suco e cerveja.
Ela me contou que em uma ocasião recente um advogado se aproximou e disse-lhe: – Você cursa Direito e não tem vergonha de estar aqui vendendo cerveja?
Tal como a mim, ela também respondeu apenas com uma palavra: – Não.
São pessoas, como esse advogado (e não por ser advogado) que a questionou, que geralmente não gostam do PT. Porque sentem desconforto em ver uma negra, pobre, moradora da favela, vendedora de refrigerante, dividindo a mesma faculdade.
Não tenho disposição e não perco tempo em explicar minhas razões de votar na Dilma para pessoas hipnotizadas pela imprensa que acreditam que as prisões de José Dirceu e José Genoíno significam o máximo da justiça no cambate à corrupção.
Não. Observo casos concretos ao meu redor, no meu dia a dia.
O governo federal do PT pode ter o defeito que for, mas foi o que mais se aproximou de um ideal de justiça social. Não há nenhum outro que se iguale ou supere o PT nesse quesito.
O Aécio Neves por exemplo, já anda dizendo que se eleito adotará medida impopulares. E o guru dele declara que o salário mínimo está muito alto.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

UM OLHAR DO LADO DE LÁ, VISÃO DO BRASIL NA FRANÇA


A eleição vista do lado de cá (da França)


Uma visão para além das fronteiras territoriais. Na mensagem abaixo saiba como nosso país tem sido avaliado pela imprensa francesa, a partir do relato de uma brasileira.

Mensagem

Eu me senti na obrigação de me pronunciar diante das barbaridades que tenho acompanhado nestas eleições. Sou brasileira cursando um mestrado na França, portanto tenho acompanhado, infelizmente de longe, essas eleições e vejo nas redes sociais declarações absurdas de apoio à direita reacionária brasileira.

Comecei então a fazer um paralelo com o que posso acompanhar daqui da França sobre o Brasil, governo Lula e as eleições. Aqui na França, o Brasil é ‘O’ país revolucionário que colocou Lula no poder e conseguiu mudar sua posição internacional, todas as revistas e jornais comentam com muito respeito e admiração o crescimento do Brasil, coloquei em anexo 3 imagens.

A primeira, a revista Les Inrockuptibles (trocadilho de incorruptível com rock) cuja capa da semana de 15-21 de setembro é a foto de Lula na camisa de uma mulher e a manchete “Brasil – o país onde a esquerda venceu”, no sumário a reportagem está marcada como “Viva Lula, o Mandela do Brasil, um modelo a seguir?” e a reportagem explica que ele tem mais de 80% de aprovação, fala da sucessão, sobre a época de Lula sindicalista metalúrgico, de Dilma, da redução significativa da pobreza e do boom diplomático durante o seu governo e afirmam “ele soube evitar o populismo (as vezes ditatorial), que é comum à esquerda que chega ao poder e soube fazer ainda melhor, soube ser ao mesmo tempo economicamente eficaz, diminuir a desigualdade social e ser democraticamente impecável. Ele resolveu uma equação quase impossível de ser esquerda no poder [...] Lula FEZ e qual governante tem um balanço como esse nos últimos 10 anos?

Na França, na Europa, sonhamos com isso” A segunda imagem é a capa da revista “Le Monde” que é uma revista mensal do famoso jornal. Essa é uma edição especial, fora de série, de 100 páginas só sobre o Brasil onde a capa diz “Brasil um gigante se impõe”. A revista começa com um apanhado de citações de discursos de Lula, tece comentários sobre os candidatos Serra (o oponente de sempre), Marina (a antiga pupila) e Dilma (a designada para herdar), fala também sobre “Lula a consagração de um homem do povo” onde eles afirmam que “a ascensão do presidente acompanhou a do Brasil”.

São citados também o ficha limpa como ‘projeto anti-corrupção’; o pré-Sal (o ouro preto) que é o ‘passaporte para o futuro’ dando uma ênfase às ações de Lula pra que o pré-sal, bem como a Petrobrás, permaneçam estatais; os programas sociais como o “Bolsa Família”; os Sem-Terra e alguns aspectos geográficos e culturais da nossa sociedade. A 3a imagem é a capa do “The Economist” uma das maiores e mais respeitadas revistas do mundo, que tem na capa o Cristo Redentor decolando e sua manchete é “O Brasil decola”, ele não poupa elogios ao governo Lula, afirma que o Brasil vive nesse momento uma ‘época de ouro da economia’.

Há ainda, um comparativo entre os 8 anos de governo Lula e FHC, que expõe vários dados que demonstram o crescimento inegável da economia brasileira, e termina da seguinte forma “MERCADO INTERNACIONAL: FHC- Brasil sem crédito X LULA – Brasil reconhecido como grande investimento”. Além destas revistas, muitas outras reportagens sobre nosso país e sobre a importância desta sucessão presidencial, têm sido dilvulgadas, o Brasil é o centro das atenções e existe um anseio por parte dos franceses de que Dilma (a eleita de Lula, segundo eles) não ganhe.

O jornal “Le Monde”, por exemplo, na segunda feira 04/10 fez uma reportagem sobre as eleições onde dizia que “o Brasil não quis dar um cheque em branco a Dilma” e continuava fazendo um apanhado geral das eleições e dando os créditos do 2o turno ao crescimento de Marina (‘La Verte’ que significa ‘a verde’); Serra apesar de ser o opositor de Dilma no segundo turno quase não foi citado é impressionante a sua insignificância política internacional, as pessoas se espantam ao saber que na verdade o segundo turno não é entre Dilma e ‘La Verte’. A guinada que o Brasil deu nesses 8 anos é reconhecida, admirada e quase que idolatrada fora do país, Lula é reconhecido como o mentor e executor desta mudança.

Não é possível que os franceses tenham temor de que o Brasil volte às mãos da direita reacionária e retroceda e nós brasileiros deixemos isso acontecer de mãos beijadas, temos que ir à LUTA, ir às ruas, fazer campanha, circular informações, gerar debates e nos movimentarmos pra que no dia 31 a vitória seja da ‘esquerda que venceu e fez o Brasil gigante se impor’.

Camilla Barros
 




quarta-feira, 18 de agosto de 2010




Blog do Emir

Quem olhasse para o Brasil através da imprensa, não conseguiria entender a popularidade do Lula. Foi o que constatou o ex-presidente português Mario Soares, que a essa dicotomia soma a projeção internacional extraordinária do Lula e do Brasil no governo atual e não conseguia entender como a imprensa brasileira não reflete, nem essa imagem internacional, nem o formidável e inédito apoio interno do Lula.

Acontece que Lula não se subordinou ao que as elites tradicionais acreditavam reservar para ele: que fosse eternamente um opositor denuncista, sem capacidade de agregar, de fazer alianças, se construir uma força hegemônica no país. Ficaria ali, isolado, rejeitado, até mesmo como prova da existência de uma oposição – incapaz de deixar de sê-lo.

Quando Lula contornou isso, constituiu um arco de alianças majoritário e triunfou, lhe reservavam o fracasso: ataque especulativo, fuga de capitais, onda de reivindicações, descontrole inflacionário, que levasse a população a suplicar pela volta dos tucanos-pefelistas, enterrando definitivamente a esquerda no Brasil por vinte anos.

Lula contornou esse problema. Aí o medo era de que permanecesse muito tempo, se consolidasse. Reservaram-lhe então o papel de “presidente corrupto”, vitima de campanhas orquestradas pela mídia privada – como em 1964 -, a partir de movimentos como o “Cansei”. Ou o derrubariam por impeachment ou supunham que ele pudesse capitular, não se candidatando de novo, ou que fosse, sangrado pela oposição, ser derrotado nas eleições de 2006. Tinham lhe reservado o destino do presidente solitário no poder, isolado do povo, rejeitado pelos “formadores de opinião”, vitima de mais um desses movimentos que escolhem cores para exibir repudio a governos antidemocráticos e antipopulares.

Lula superou esses obstáculos, conquistou popularidade que nenhum governante tinha conseguido, o povo o apóia. Mas nenhum espaço da mídia expressa esse sentimento popular – o mais difundido no país. O povo não ouve discursos do Lula na televisão, nem no rádio, nem os pode ler nos jornais. Lula não pode falar ao povo, sem a intermediação da mídia privada, que escolhe o que deseja fazer chegar à população. Nunca publica um discurso integral do presidente da republica mais popular que o Brasil já teve. Ao contrário, se opõem frenética e sistematicamente a ele, conquistando e expressando os 3% da população que o rejeita, contra os 82% que o apóiam.

Talvez nada reflita melhor a distância e a contraposição entre os dois países que convivem, um ao lado do outro. Revela como, apesar da moderação do seu governo, sua imagem, sua trajetória, o que ele representa para o povo brasileiro, é algo inassimilável para as elites tradicionais. Essa mesma elite que tinha uma imensa e variada equipe de apologetas de Collor e de FHC, não tolera o fracasso deles e o sucesso nacional e internacional, político e de massas, de um imigrante nordestino, que perdeu um dedo na máquina, como torneiro mecânico, dirigente sindical e um Partido dos Trabalhadores, que não aceitou a capitulação ou a derrota.

Lula é o melhor fenômeno para entender o que é o Brasil hoje, em todas as posições da estrutura social, em todas as dimensões da nossa história. Quase se pode dizer: diga-me o que você acha do Lula e eu te direi quem és.

Emir Sader

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Um Brasil com oportunidades!



Cerca de 40 alunos do Prouni (Programa Universidade para Todos) irão estudar na Universidade de Salamanca, na Espanha. O acordo entre o MEC e a universidade deve valer já para o ano que vem.


A princípio, o governo brasileiro deve dar a eles uma bolsa mensal para que consigam se sustentar no país. Esse valor ainda não foi definido.Também falta decidir a forma de seleção dos alunos e questões como a duração dos estudos no exterior.


O acordo seria assinado nesta semana, mas a data foi adiada porque, devido à fraude no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o ministro Fernando Haddad não pôde viajar à Espanha.


Uma das iniciativas de maior visibilidade do governo Lula, o Prouni paga o total ou 50% da mensalidade em cursos de graduação oferecidos por instituições particulares para alunos carentes. Para participar, os estudantes devem ter renda familiar mensal de, no máximo, três salários mínimos.


Pós-graduação


A Universidade de Salamanca também deverá inaugurar entre 2010 e 2011 uma pós-graduação em estudos brasileiros. Segundo o diretor do Centro de Estudos Brasileiros da instituição, Gómez Dacal, uma parte dele seria feita no Brasil e outra, na Espanha. Devemos perguntar ao governador José Serra se as Fatecs meia boca dele também vai copiar o ProUni?

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