sexta-feira, 9 de julho de 2010

PREVISÃO DO POLVO PAUL

A voz do POLVO é a voz de Deus!


E LULA É QUE É O DITADOR


Pedágio derruba mais um jornalista da TV Cultura

momento que o homem do pedágio demite o jornalista


Enviado por luisnassif, qui, 08/07/2010 - 22:25

Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.

Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aloízio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.

Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.

Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

POR TRAZ DO ESPELHO






“É um programa que ele precisa esconder (e por isso não o apresentou ao TSE) pelo mesmo motivo que levou ao afastamento do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso das solenidades públicas envolvendo o principal candidato da direita. O mesmo programa que agora José Serra escamoteia foi aplicado durante o longo período de FHC à frente do governo, lançando a economia na estagnação; colocando o país de joelhos perante as potências imperialistas; jogando os trabalhadores no desemprego e os brasileiros na pobreza. E que Serra pretende voltar a aplicar, com os mesmos efeitos nefastos para o país”.A mídia faz seu costumeiro carnaval sobre o programa de Dilma Rousseff e da frente avançada, nacionalista e patriótica que apoia sua candidatura. Mas o problema mesmo está do outro lado, com o oposicionista José Serra. Ele repetiu, no registro de seu programa no TSE a mesma síndrome de improvisação vista na escolha do vice de sua chapa: como não tinha um programa a apresentar, registrou em seu lugar os discursos que pronunciou no lançamento de sua pré-candidatura (dia 10/4) e na oficialização de seu nome pelo PSDB (dia 12/6).


Naqueles discursos o tucano falou em ter "prioridades claras" e fez promessas genéricas de acabar com a miséria absoluta e criar vagas em escolas técnicas. Muita conversa sobre "eficiência", gerenciamento, ética, preparo para governar, etc. Mas propostas efetivas, zero.

Não é por incompetência que os tucanos deixaram de registrar um programa de governo de verdade, mas por conveniência. O registro de alguns discursos genéricos no lugar de um programa definido revela um segredo de Polichinelo: José Serra não pode expor publicamente o verdadeiro programa que pretende aplicar na remota e improvável hipótese de que seja eleito presidente da República.

É um programa que ele precisa esconder (e por isso não o apresentou ao TSE) pelo mesmo motivo que levou ao afastamento do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso das solenidades públicas envolvendo o principal candidato da direita. O mesmo programa que agora José Serra escamoteia foi aplicado durante o longo período de FHC à frente do governo, lançando a economia na estagnação; colocando o país de joelhos perante as potências imperialistas; jogando os trabalhadores no desemprego e os brasileiros na pobreza. E que Serra pretende voltar a aplicar, com os mesmos efeitos nefastos para o país.

No discurso de abril o tucano José Serra falou em “coerência”, palavra que teve o significado claro de indicar, para os setores retrógrados que o apoiam, a intenção de retomar o mesmo projeto neoliberal de FHC: “estado mínimo” e redução dos gastos do governo, com privatizações, garantia aos interesses do grande capital. Defendeu a privatização do pré-sal, acusou o programa Bolsa Família de “demagógico” (agora, fala em incluir colocar mais 15 milhões de famílias. Há sinceridade nisso?) e pregou a volta da política externa subordinada aos interesses dos EUA e dos países ricos, abandonando os esforços para fortalecer o Mercosul (que Serra já qualificou como “uma farsa”) e a integração da América do Sul. Em outro discurso reforçou este último ponto acusando o presidente boliviano Evo Morales de fazer “corpo mole” com o narcotráfico.

A dificuldade que José Serra encontra para revelar o verdadeiro, e oculto, programa de sua candidatura explica também a razão pela qual tucanos e neoliberais insistem na comparação das pessoas de Dilma e de José Serra, evitando a avaliação dos governos de FHC e de Lula e dos diferentes programas de governo que eles aplicaram e representam. Eles são opostos e a comparação é desfavorável para a direita neoliberal e tucana. O deles foi aplicado no passado desafortunado por FHC, e condenado pelos eleitores em 2002, 2006 e que será rejeitado na eleição deste ano. O outro, que tirou o Brasil da estagnação, aumentou o emprego e melhorou a renda do trabalhador, aplicado por Lula.

segunda-feira, 5 de julho de 2010




Os problemas envolvendo a composição da chapa de José Serra não se resumem à biografia política do deputado Índio da Costa. Não se trata exatamente de ausência de programa. Serra e o PSDB têm um programa político e ele pode ser visto na maneira como governam estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. No entanto, diante do êxito das políticas do governo Lula, interna e externamente, e da comparação com o que foi feito no governo FHC, Serra ficou sem espaço. A necessidade de esconder a agenda do PSDB e de inventar um discurso é uma das causas políticas reais das incríveis confusões da candidatura tucana.
 
Editorial - Carta Maior
 
Do jeito que a coisa vai, a candidatura de José Serra (PSDB) à presidência da República não precisa de adversários. O fogo amigo, as indecisões e trapalhadas que se avolumaram nos últimos dias estão atingindo a fronteira do surreal. O episódio da escolha do vice na chapa de Serra já ingressou nas páginas do anedotário da política nacional. Quem achava que já tinha visto tudo com as reações iradas de aliados de Serra contra a escolha de Álvaro Dias (PSDB-PR) deve ter ficado sem ar nesta quarta-feira com o anúncio de que o deputado paranaense não seria mais o candidato a vice, mas sim o deputado Índio da Costa (DEM-RJ). Quem? – foi uma pergunta muito repetida logo após o anúncio do nome. Logo começaram a surgir informações sobre o vice de Serra.

E, nova surpresa, as mais duras críticas vieram da vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB-RJ), que detonou a indicação do deputado do DEM para a chapa presidencial de Serra. Ex-colega de Índio da Costa na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Andréa Gouvêa resumiu: escolheram um “ficha suja” para ser vice de Serra. A vereadora foi relatora de uma CPI na Câmara do Rio que investigou irregularidades nos contratos de merenda escolar na cidade na época em que Índio ocupou a Secretaria de Administração (2001-2006). No relatório da CPI, Andréa Gouvêa apontou indícios de formação de cartel e de direcionamento de licitação e pediu a quebra do sigilo fiscal dos envolvidos ao Ministério Público Estadual. “O que eu penso do candidato Índio da Costa está refletido neste relatório da CPI. Houve direcionamento no resultado da merenda escolar. A conduta dele não é uma conduta de Ficha Limpa”.
 
Mas os problemas envolvendo a composição da chapa de José Serra não se resumem à biografia política do deputado Índio da Costa. A lambança ocorrida nos últimos dias foi mais um capítulo na acidentada trajetória do candidato que afirma ter se preparado a vida inteira para ser presidente da República. A julgar pelos últimos acontecimentos envolvendo sua campanha, essa preparação parece estar repleta de lacunas. Não é só o fato de que Serra tenha declarado publicamente que desejava ter ao seu lado na chapa o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e, após uma indicação atropelada de Álvaro Dias, rechaçada pelo DEM, tenha se contentado com o nome de um deputado desconhecido no cenário nacional e contestado no cenário estadual do Rio. A questão mais importante aqui não reside nos nomes, mas sim no método de escolha de um nome para o segundo cargo político mais importante do país e na qualidade da articulação política. E tanto o método quanto a qualidade da articulação foram marcados pela falta de preparo, pela truculência e pelo desrespeito aos próprios aliados. Essas não são exatamente virtudes de alguém que se preparou a vida inteira para a presidência da República.
 
É sintomático que algumas das declarações mais duras dirigidas ao ex-governador paulista tenham partido de aliados seus. “O poder do Serra de desorganizar as coisas é fora do comum. O Álvaro Dias não acrescenta nada e desagrega muito”, escreveu o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) no twitter, logo após ter ficado sabendo, pela imprensa, da indicação de Dias para ser vice de Serra. “O DEM não poderia saber da indicação do vice pela imprensa. Que tipo de parceria é esta?”, acrescentou o deputado Felipe Maia (DEM-RN). Fiel ao seu estilo,o ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson, respondeu, também pelo twitter: “O DEM é uma merda”. Em meio a esse tiroteio, a campanha de Serra sofreu outro revés. No dia 30 de junho, o Partido Social Cristão (PSC) rompeu o acordo que havi feito com o PSDB e anunciou o apoio formal à candidatura da petista Dilma Rousseff á presidência da República. A direção do PSC apontou duas razões para a mudança: a posição da maioria dos deputados pró-Dilma e o fato de que o nome do partido ofertado para ser vice de Serra, o senador Mão Santa, sequer ter sido levado em consideração pelo candidato.
 
A truculência apontada pelos próprios aliados do PSDB na condução da campanha de Serra talvez não seja meramente um traço de personalidade individual e/ou institucional. A fulanização e a cultura do espetáculo e da fofoca que caracterizam boa parte da cobertura política na imprensa brasileira ocultam um fato que teima em ficar aparecendo: há algo chamado programa ou agenda política envolvido em uma campanha eleitoral. No caso da eleição presidencial brasileira, há, em linhas gerais, dois projetos em disputa. O projeto do atual governo, que conta com mais de 75% de aprovação popular, segundo as últimas pesquisas. E o projeto da oposição capitaneada pelo PSDB que representa o retorno ao projeto implementado durante os dois governos FHC. O desempenho presente do atual governo e as comparações com os números daquele período são amplamente desfavoráveis ao candidato Serra, razão pela qual ele procura fugir dessa recordação. Mas, ao fazer isso, o tucano e seus aliados ficam sem referência programática visível. Essa ausência ajuda a explicar um pouco o caos que marcou a campanha serrista nos últimos dias.
 
Não se trata exatamente de ausência de programa. Serra e o PSDB têm um programa político e ele pode ser visto na maneira como governam estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Serra e o PSDB têm uma visão de política externa e ela pode ser vista nas declarações do candidato contra o Mercosul, contra a Bolívia e em defesa da retomada da idéia da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) com os Estados Unidos. O discurso do PSDB propondo o corte de gastos públicos também aponta para uma agenda que é aquela que vem sendo imposta agora pelo FMI a diversos países europeus. No entanto, diante do êxito das políticas do governo Lula, interna e externamente, não há espaço político para que Serra defenda essas idéias de claro e transparente. Essa é uma das causas políticas reais das incríveis dificuldades políticas da candidatura tucana. Falta espaço de debate político, sobra truculência e desencontro.
 
Esse cenário, obviamente, favorece a candidatura de Dilma Rousseff, que já ultrapassou Serra nas pesquisas e abriu uma vantagem de cinco pontos. A principal vantagem de Dilma, na verdade, é a existência de um programa ancorado em políticas que vem sendo implementadas (e aprovadas) pela população. Do outro lado, o que Serra está oferecendo? Até aqui a promessa de que se preparou a vida inteira para ser presidente e uma sucessão de trapalhadas na condução da própria campanha. Considerando esse contexto, a candidatura Dilma parece ter dois potenciais adversários principais: a soberba, acreditar que a eleição já está ganha e passar a cometer erros em função disso; uma possível truculência do campo adversário que, diante deste quadro desfavorável e do desejo expresso do candidato (“Agora, trata-se, sobretudo, de vencer”, repete Serra), pode partir para o vale-tudo, deixando definitivamente a política de lado.

domingo, 4 de julho de 2010

Mais uma do PIG! Estamos de olho...




Recebi uma denúncia de fonte que não quer se identificar e que repercuto porque estará comprovada ou não em muito pouco tempo.

Serei curto e grosso: Datafolha, Ibope e o PSDB teriam acertado o uso das margens de erro dos dois institutos para fazer com que Dilma e Serra voltem à situação de empate técnico.

Segundo a denúncia, apesar da investigação da Polícia Federal sobre os institutos de pesquisa, a margem de erro poderá ser usada , pois não haveria como comprovar seu uso.

A comprovação da fraude se dará se tanto Ibope quanto Datafolha apresentarem o mesmo resultado, ou seja, empate técnico nos dois institutos, porém dentro da margem de erro.

O objetivo da fraude seria o de estancar a fuga de recursos financeiros da candidatura de Serra que se agravou depois da pesquisa Datafolha de junho, que mostrou o tucano empatado com Dilma.

De qualquer forma, o Movimento dos Sem Mídia já estava se preparando para oferecer mais evidências de fraude não só ao Ministério Público, mas, também, à Polícia Federal.

A possível nova fraude só reforçará nossa argumentação.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Derramamento de óleo no Golfo do México: Um crime ambiental.

QUEM VAI PAGAR A CONTA OBAMA?

O desastre no Golfo do México: uma chaga no mundo





Cientistas do governo estimam que quantidade equivalente a um petroleiro Valdez de petróleo vaza, a cada quatro dias, nas águas do Golfo do México. O prognóstico é ainda pior, se se considera o vazamento de 1991, na Guerra do Golfo, quando se estima que 11 milhões de barris de petróleo foram lançados no Golfo Persa – até agora, o maior vazamento jamais ocorrido. A comparação não é perfeita, porque se limpou área tão pequena, mas estudo feito 12 anos depois do desastre do Golfo Persa mostrou que cerca de 90% da vegetação litorânea e de mangue ainda exibia sinais de envenenamento. O artigo é de Naomi Klein.



Naomi Klein, The Nation


Todos os que se reuniram no salão do colégio foram várias vezes instruídos para comportar-se com civilidade ao falar com o pessoal da British Petroleum (BP) e do governo federal. Bons rapazes, que encontraram uma folga em suas agendas carregadas para vir a um colégio, numa 4ª-feira à noite, em Plaquemines Parish, Louisiana, uma das inúmeras comunidades pesqueiras nas quais o veneno marrom infiltra-se pelo mangue, parte do que já pode ser descrito como o maior desastre ambiental de todos os tempos, na história dos EUA.

Leia mais: Carta Maior

terça-feira, 29 de junho de 2010

Cala a boca, Jabor!

E A GLOBO NÃO SE EMENDA!

BASTIDORES DA BRIGA DO TÉCNICO DUNGA COM O SISTEMA gLOBO



Um desentendimento entre o técnico Dunga e o repórter e comentarista Alex Escobar, da Rede Globo de Televisão, durante entrevista coletiva à imprensa dada logo após a vitória do Brasil sobre a Costa do Marfim, por 3x1, surpreendeu muita gente. E como a emissora primeiro e depois outros meios de comunicação repercutiram isso, de uma forma incompleta, ficou a impressão de que o gaúcho havia simplesmente sido mal educado, sem a menor razão. O que não é verdade.

Excesso de sinceridade, talvez até uma dose de grossura, Dunga tem. Mas ele não costuma ser indelicado gratuitamente com ninguém. E quem o conhece sabe que isso é a mais pura verdade. Então,VAMOS AOS FATOS QUE ANTECEDERAM OS PALAVRÕES DE DUNGA, E QUE A EMISSORA OMITIU NA SUA VERSÃO DA HISTÓRIA.

01 – Na segunda-feira, véspera do jogo da estréia da seleção, contra a Coréia do Norte, por volta das 11 horas da manhã (hora local da África do Sul), Fátima Bernardes, a toda-poderosa “Primeira-Dama” do jornalismo televisivo nacional, acompanhada do repórter Tino Marcos e mais uma equipe completa de filmagem, iluminação, etc, chegou na entrada da concentração da equipe brasileira. Indagada pelo chefe de segurança sobre o que desejava, a esposa de William Bonner disse que estavam lá para fazer uma “reportagem exclusiva” para a TV Globo, com o treinador e alguns jogadores que ela escolheria. Comunicado do fato, Dunga foi pessoalmente até o portão, ouviu dela a mesma história, e disse que não. Afirmou que lá ninguém tinha regalias e que as entrevistas eram e continuariam sendo todas coletivas, sem privilegiar nenhum meio de comunicação. “Ou se fala para todas, ou para nenhuma”, teria dito ele, no seu jeito curto e grosso.

A mulher ficou indignada e disse que isso tinha sido acertado pessoalmente entre Renato Maurício Prado (chefe de redação de esportes de O Globo) e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. “Tenho autorização para fazer a matéria”, bateu pé a apresentadora do Jornal Nacional. “Não tem não, porque aqui dentro mando eu”, respondeu Dunga, segundo as testemunhas. Ele teria acrescentado ainda que se o presidente da CBF desse esta ordem, ele se demitiria na hora, pelo desrespeito ao trabalho que vinha sendo feito. Depois, o treinador teria simplesmente virado as costas e ido embora, deixando a supra-sumo do pedantismo do lado de fora do portão.

02 – A coragem de Dunga, que foi o primeiro a peitar a Vênus Platinada em 40 anos de transmissões esportivas, custou caro para ele. Houve uma súbita mudança de comportamento em relação a ele, em todos os programas. O Jornal da Globo na mesma noite baixou a lenha nele, sem contar o episódio e questionando suas qualificações como treinador e até como pessoa. Só desafetos dele ganharam espaço no Globo Esporte. E o Alex Escobar foi instruído para provocar o gaúcho, que é pavio curto e revidou na coletiva. Depois disso, com o pretexto em mãos, Tadeu Schmidt leu um editorial no Fantástico contra o treinador. E o jornal O Globo dedicou amplos espaços para destacar todos os defeitos de Dunga, esquecendo que ele até agora ganhou todas as competições (foram três) que disputou, venceu a Itália e outras seleções destacadas, e goleou três vezes a Argentina, uma das quais em Buenos Aires. Ou seja, as qualidades (que existem) foram esquecidas e os defeitos (que existem) foram ampliados.

03 – Outras emissoras de rádio e jornais brasileiros repercutiram o acontecido, sem o devido cuidado de saber o que havia nos bastidores. Mas a verdade é que o grande crime do cara foi “mijar” no poder. Deve passar à história como um exemplo positivo. Algo antes só acontecido quando João Saldanha mandara o ditador de plantão ir cuidar dos ministros dele, ao invés de dar pitacos na escalação da Seleção de 1970. Isso custou o emprego dele, herdado pelo pára-quedista e amenzista Zagallo. Mas a dignidade ficou intacta e ninguém vai superar Saldanha em coragem. Agora, com Dunga, sem poder demiti-lo diretamente, como a Confederação fez em 70, ela também dirigida por militares golpistas, a Globo usa o recurso da difamação. E, vingativa como é a direção da emissora, isso vai longe.

04 – Como os tempos agora são outros, a reação no mundo virtual foi imediata. Depois de lido o editorial no Fantástico, a frase “Cala a boca, Tadeu Schmidt!” bateu recordes no Twitter, superando até mesmo a líder absoluta de até então nos Trending Topics, a “Cala a boca, Galvão!”. O técnico foi defendido quase que por unanimidade entre as pessoas que postam comentários na rede. E o apoio por ele recebido, não parou por ai. Agora os twiteiros lançaram a proposta de “Dia Sem Globo”, para a próxima sexta-feira. A sugestão é que ninguém sintonize aquela emissora, na transmissão de Brasil x Holanda, optando pela Bandeirantes ou outra qualquer. TEMOS QUE DEIXAR DE SER GADO MANSO, MOSTRAR QUE NÃO SOMOS TROUXAS MANIPULÁVEIS.

Junte-se a nós! Divulgue esta idéia e participe da iniciativa.

NESTA SEXTA, NÃO VEJA O JOGO NA GLOBO, EM APOIO A DUNGA.

Ah! em tempo, não sou muito fã do Dunga não, mais essa globo!!!
Jornal A Tarde, da Bahia, ressalta apoio do presidente Lula a Wagner do PT


O jornal A Tarde (28/06) de Salvador, na cobertura da convenção do PT que homologou a candidatura à reeleição de Wagner, registrou o que o repórter Aguirre Peixoto entendeu como um “deslize” de Dilma Rousseff: “Dilma não declarou voto para nenhum dos candidatos, mas cometeu um deslize ao contar uma conversa telefônica que tinha tido com Lula, no qual este manifestou apoio a Wagner.

Segundo o jornal, “a ex-ministra revelou, durante a entrevista coletiva, que falou ao telefone com o presidente Lula, antes de ir à convenção do PT da Bahia e este lhe passou o seguinte recado: “Manda meu abraço pro Galego (apelido pelo qual Lula se refere a Wagner) e pra Fátima e fala pra esse Galego não parar de brigar e ver se ele se eleger nessa eleição governador do estado da Bahia”.

Dilma Rousseff também anunciou os primeiros compromissos de campanha para a Bahia: comprometeu-se a concluir em seu governo a Ferrovia Leste-Oeste e trabalhar para que o estado tenha estaleiros. A ferrovia de 1,4 mil quilômetros teve a licitação lançada em março e vai ligar Tocantins ao porto de Ilhéus. Wagner tem defendido a ferrovia como alternativa de escoamento de bens produzidos no estado. Já o estaleiro da Petrobras tem sido motivo de disputa da Bahia com Pernambuco.

A estratégia de Wagner foi apontada na convenção do PT. Wagner vai apostar no prestígio do presidente Lula no nos avanços sociais de seu próprio governo na Bahia. O presidente Lula estará presente no jingle de campanha em ritmo de forró afirmando que “esse Galego é meu irmão de fé. O povo vai votar em Wagner governador da Bahia”. O trecho foi retirado do discurso de Lula na campanha de 2006.

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